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Pesquisa Genial/Quaest aponta empate técnico entre Ciro Gomes e Camilo Santana no Ceará

O instituto Genial/Quaest divulgou em 30 de abril de 2026 um levantamento sobre as intenções de voto para o governo do Ceará que traz resultados divergentes segundo o adversário considerado. A pesquisa, registrada no TSE sob o número CE-01725/2026, ouviu 1.002 eleitores entre 24 e 28 de abril de 2026.

Segundo o relatório, há cenários em que Ciro Gomes lidera contra o atual governador Elmano de Freitas e outros em que perde ou empata com o ex-ministro Camilo Santana, o que mantém a disputa aberta.

Os números vêm acompanhados de elementos que explicam a leitura política: a margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança declarado é de 95%. A metodologia lista ganhos e perdas de intenção conforme a presença ou ausência de cada nome no tabuleiro eleitoral, indicando que a dinâmica estadual pode mudar com decisões pessoais de candidatos — como a indefinição pública de Ciro Gomes sobre permanecer na corrida local ou disputar a Presidência.

Principais resultados e cenários

Em um eventual segundo turno entre Camilo Santana (PT) e Ciro Gomes (PSDB), o levantamento aponta 44% para Camilo contra 39% para Ciro, um placar que caracteriza um empate técnico quando se aplica a margem de erro de três pontos. Já em um segundo cenário, com o atual governador Elmano de Freitas enfrentando Ciro, o ex-governador aparece com 46% ante 35% de Elmano, ampliando a vantagem do neotucano nesse confronto hipotético. Esses resultados mostram como a presença de um candidato específico altera a competitividade entre os principais nomes.

Primeiro turno: variações conforme a chapa

Nos cenários de primeiro turno simulados pelo instituto, a liderança também oscila. Com Elmano na disputa, Ciro Gomes aparece à frente com 41%, seguido por Elmano com 32%, enquanto Eduardo Girão (NOVO) soma 4% e outros nomes pontuam menos. Já substituindo Elmano por Camilo Santana, Camilo lidera com 40% enquanto Ciro marca 33%; nesse cenário, Girão sobe a 5%. Em ambos os desenhos, votos em branco, nulos e indecisos compõem uma fração relevante do eleitorado, deixando margem para mudanças.

Avaliação do governo e rejeição

Além das intenções de voto, a pesquisa avalia a percepção sobre a gestão estadual e a rejeição aos nomes mais citados. O governo de Elmano de Freitas registra 53% de aprovação e 30% de desaprovação, com 17% sem resposta clara. No ranking de rejeição, Elmano lidera com 42%, seguido por Roberto Cláudio (39%), Camilo Santana (34%), Ciro Gomes (33%) e Eduardo Girão (29%). Esses índices de rejeição podem influenciar estratégias de alianças e comunicação no período pré-eleitoral.

Implicações para as campanhas

Os dados sugerem que o eleitorado cearense ainda está fluido: ao mesmo tempo em que um nome vence em confronto direto, outro passa à frente dependendo do adversário. A existência de indecisos e a parcela de eleitores que votaria em branco ou nulo sinalizam espaço para disputa pela persuasão nos meses seguintes. Decisões pessoais, como a eventual retirada de uma candidatura ou mudança de estratégia partidária, podem reconfigurar os percentuais e transformar cenários de segundo turno em vitórias em primeiro turno para alguns dos pré-candidatos.

Senado, registro e metodologia

O levantamento traz ainda simulações para as vagas ao Senado, com nomes como Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União Brasil) liderando em cenários que os colocam empatados numericamente em algumas simulações. Em termos metodológicos, a pesquisa segue o registro no TSE (nº CE-01725/2026), ouviu 1.002 pessoas e foi realizada entre 24 e 28 de abril de 2026. A leitura dos resultados exige atenção a conceitos como empate técnico e margem de erro, que explicam por que diferenças numéricas podem não representar vantagem consolidada.

Em síntese, o levantamento da Genial/Quaest oferece um retrato do momento político no Ceará marcado por incertezas e cenários dependentes da configuração final de candidaturas. A combinação entre índices de intenção de voto, avaliação do governo e rejeição aponta para uma disputa competitiva, sujeita a alterações conforme decisões partidárias e movimentos eleitorais nas próximas semanas.

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