A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desencadeou a operação Veredicto Sombrio, que resultou em apreensões significativas, incluindo criptomoedas avaliadas em R$ 973 mil. O principal objetivo da operação foi desmantelar um grupo criminoso responsável por ataques ao sistema judiciário brasileiro, com tentativas de invasão ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os prejuízos financeiros decorrentes dessas ações foram considerados substanciais.
A operação, iniciada em 10 de dezembro, abrangeu diversas localidades, incluindo Belo Horizonte, Sete Lagoas e Jacutinga. Além das criptomoedas, os investigadores apreenderam veículos de luxo, joias e quantias significativas em dinheiro. Também foi realizado o bloqueio de cerca de R$ 40 milhões, que inclui aproximadamente US$ 180 mil em ativos digitais. Contudo, as autoridades não divulgaram a origem exata desses criptoativos.
Desvendando o esquema de ataques
As investigações mostraram que os criminosos utilizaram credenciais de magistrados e funcionários do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para realizar suas invasões. Essas credenciais permitiam o acesso a sistemas críticos, como o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud).
Modus operandi dos criminosos
O grupo envolvido nas atividades criminosas não se restringia apenas a ataques ao sistema judicial. Eles aplicavam diversos golpes, entre os quais se destaca o golpe do advogado falso, que causou perdas financeiras significativas a várias instituições financeiras e empresas. Um vídeo da operação foi divulgado nas redes sociais da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), registrando as buscas e apreensões realizadas.
Implicações e próximos passos da investigação
Em uma coletiva de imprensa, o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Marcelo Rodrigues Fioravante, informou que os trabalhos de monitoramento e investigação se estenderam por cerca de seis meses. Ele enfatizou que o combate ao crime organizado representa um dos maiores desafios enfrentados pelo Estado brasileiro atualmente, destacando a urgência de uma legislação mais robusta para enfrentar essas ameaças.
Ameaças a Influenciadores Digitais e a Conexão com Crimes Cibernéticos
A investigação sobre ataques ao judiciário ganhou novos desdobramentos com a prisão de um hacker que ameaçou o influenciador digital Felca. De acordo com as informações disponíveis, o hacker estava envolvido na venda de credenciais de acesso a sistemas judiciais de diversos tribunais no Brasil, incluindo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Essas credenciais, pertencentes a magistrados e servidores, eram utilizadas por uma organização criminosa para fraudar sistemas e, assim, comprometer a integridade do judiciário. A conexão entre ameaças a influenciadores e crimes cibernéticos destaca um problema crescente no Brasil, onde a segurança digital se torna cada vez mais crucial.
As investigações seguem em andamento, com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) examinando os materiais apreendidos. O objetivo é compreender melhor a dinâmica do grupo e desmantelar suas operações. Com base nas informações coletadas, novas fases da investigação serão iniciadas para assegurar que os responsáveis sejam punidos por suas ações. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais desempenha um papel fundamental na apuração dos fatos e na defesa do sistema judicial brasileiro.
