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Oferta da Paramount sobe e intensifica disputa pela Warner Bros

A disputa pela Warner Bros. voltou a ganhar força quando a Paramount apresentou uma proposta revisada que ultrapassa os US$ 30 por ação. O movimento colocou novamente o centro das atenções sobre a venda do estúdio e fez com que participantes do mercado recalibrassem expectativas sobre até onde a guerra de ofertas pode ir.

Desde o anúncio, as ações da Warner Bros. registraram alta, refletindo a percepção entre investidores de que há espaço para uma oferta superior.

A reabertura de negociações entre as companhias intensificou a disputa com a proposta prévia da Netflix, que incluía um preço por ação e participação em ativos de TV a cabo desmembrados como TNT e CNN. O cenário continua dinâmico e sujeito a mudanças conforme novas propostas e garantias de financiamento surgem.

Como a nova oferta altera o tabuleiro

A Paramount fez chegar ao mercado uma proposta que, nos termos públicos, indica um valor acima de US$ 30 por ação e mencionou que a cifra de US$ 31 não representa necessariamente sua última palavra. Para investidores e analistas, essa linguagem abre a possibilidade de estímulo a um ajuste ainda maior — incluindo projetos que apontaram para um patamar de até US$ 32.

Historicamente, o conselho da Warner vinha recusando propostas da Paramount na faixa de US$ 30, enquanto já havia aceitado anteriormente uma oferta da Netflix de US$ 27,75 por ação mais participação em determinados ativos. A entrada de uma oferta superior força a Warner a reavaliar os termos e a decidir entre aceitar a proposta inicial da Netflix, negociar um acordo melhor com a Paramount ou buscar alternativas que maximizem o valor para os acionistas.

Reação do mercado e interpretação dos investidores

Após a divulgação da proposta revisada, as ações da Warner subiram de forma perceptível, com cotações próximas a US$ 29 em dias recentes e picos que superaram esse patamar momentaneamente. Traders e gestores de fundos interpretaram o movimento como sinal de que o mercado considera provável uma oferta final acima dos US$ 30.

Especialistas em arbitragem de fusões comentaram que, se US$ 30 fosse a melhor oferta possível por parte da Paramount, os preços das ações tenderiam a refletir esse limite e subir apenas até um nível que descontasse o risco e o custo temporal do dinheiro. Pelo comportamento observado, muitos acreditam que resta espaço para novas elevações.

Perspectiva dos analistas

Analistas financeiros que acompanham o caso avaliam que a formulação do comunicado da Paramount — ao indicar que US$ 31 não seria o valor final — sugere uma estratégia deliberada para pressionar a Warner a reabrir discussões. Alguns especialistas apontaram que um ajuste até US$ 32 poderia ser plausível, considerando as estruturas de capital e as garantias de financiamento anunciadas.

Implicações regulatórias e avaliação de ativos

Outra fonte de incerteza é o escrutínio regulatório esperado caso a Netflix concretize sua oferta. A revisão a que um acordo desse porte estaria sujeito tende a ser demorada, e há dúvidas sobre como valorar de forma justa as propriedades de televisão a cabo que estariam envolvidas na transação. Esses fatores pesam tanto nas decisões do conselho quanto nas expectativas dos investidores.

Histórico da disputa e próximos passos

A tentativa da Paramount de adquirir a Warner remonta a movimentos iniciados meses antes, com ofertas sucessivas e, por vezes, posicionamentos hostis. A sequência incluiu uma proposta formal da Netflix aceita pela Warner e, posteriormente, ofertas rivais e revisões por parte da Paramount que reabriram o processo.

Em um dos episódios recentes, a Warner concordou em discutir por um período limitado os termos apresentados pela Paramount, um prazo que gerou atenção do mercado. A dinâmica sugere que os próximos dias serão cruciais: novas propostas, ajustes nos termos de financiamento ou concessões sobre ativos podem determinar o desfecho — seja pela elevação do preço até um ponto aceitável para o conselho, seja pela consolidação da oferta da Netflix.

O que monitorar

Investidores e observadores devem acompanhar três pontos principais: a comunicação oficial das empresas sobre valores e garantias de financiamento; eventuais mudanças nos termos relacionados a ativos de TV a cabo; e sinais de aprovação regulatória ou obstáculos potenciais. Cada novidade pode alterar rapidamente a percepção de valor e o comportamento das ações.

Enquanto isso, a disputa segue como um exemplo clássico de concorrência por ativos estratégicos na indústria do entretenimento, onde preço, estrutura do negócio e riscos regulatórios se combinam para moldar o resultado final.

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