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Obsidiam na ABcripto: impactos para o mercado cripto com as regras de PSAVs

A Associação Brasileira de Criptoeconomia, conhecida como ABcripto, anunciou recentemente a adesão da Obsidiam como nova associada em um contexto marcado pela implementação das regras para PSAVs. Esse movimento acontece justamente enquanto o Brasil começa a operacionalizar exigências regulatórias para prestadores de serviços relacionados a ativos virtuais, o que coloca a chegada de atores com experiência internacional em destaque.

A entrada de uma empresa que combina atuação regional e conformidade em várias jurisdições sugere um potencial de diálogo mais produtivo entre mercado e regulador, além de fortalecer a troca de práticas sobre segurança, prevenção de fraudes e proteção de investidores.

A Obsidiam tem presença na América Latina e bases em diferentes países — incluindo níveis de autorização em jurisdições como México e Suíça — e sua sede global fica na Costa Rica. A empresa participou de processos controlados de teste regulatório, como o sandbox da superintendência financeira na Colômbia, o que lhe conferiu experiência prática sobre como operar sob supervisão. No portfólio, a atuação com USDT se destaca, já que parte das iniciativas visa ampliar o uso dessa moeda estável através de produtos voltados ao ecossistema tokenizado, alinhando soluções de mercado com requisitos de conformidade.

O que significa a adesão para o mercado brasileiro

A entrada de um novo associado internacional na ABcripto traz impactos em diferentes frentes: governança, padrões operacionais e diálogo regulatório. No plano prático, empresas com histórico de atuação em mercados regulamentados costumam contribuir com boas práticas de compliance, controles de know your customer e políticas robustas de prevenção a lavagem de dinheiro. Além disso, a troca de experiências pode acelerar a maturação de processos internos nas plataformas locais e orientar a construção de normas técnicas. Para participantes do mercado, isso tende a significar maior previsibilidade e mais segurança jurídica na prestação de serviços relacionados a ativos digitais.

Contribuições técnicas e operacionais

Entre as contribuições esperadas estão recomendações sobre frameworks de risco, instrumentos de custódia e procedimentos para gerenciamento de liquidez envolvendo tokens. A experiência da Obsidiam em ambientes regulatórios diversos permite compartilhar modelos comprovados para auditoria e reporte, assim como métricas para monitoramento de transações. Essas trocas são relevantes especialmente num período em que as regras para prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) estão sendo implementadas, porque reduzem a assimetria de informação entre quem regula e quem opera, facilitando a elaboração de normas que sejam ao mesmo tempo seguras e operacionais.

Experiência internacional como diferencial

A atuação da Obsidiam em países com diferentes graus de maturidade regulatória — do sandbox até regulações consolidadas — confere à empresa um repertório técnico que pode ser útil ao ecossistema brasileiro. Em mercados onde houve avanços na estruturação jurídica dos ativos digitais, observou-se que regras claras tendem a atrair investimentos e ampliar a oferta de serviços, desde infraestrutura de liquidez até soluções de pagamentos com stablecoins. Com isso, a combinação entre conhecimento prático e interlocução local tem potencial para acelerar a adaptação de procedimentos que atendam tanto a critérios de segurança quanto à inovação.

O papel do USDT e a carteira de produtos

Parte do trabalho da Obsidiam no Brasil deve envolver esforços para ampliar o uso de USDT em produtos financeiros e de mercado. Como integrante do portfólio da Tether, a empresa pode propor integrações técnicas e modelos de liquidez que facilitem operações cotidianas e transações entre participantes do ecossistema. A discussão sobre stablecoins, por sua natureza, envolve aspectos de transparência, lastro e governança, pontos nos quais a atuação conjunta com associações como a ABcripto pode contribuir para construir padrões aceitos pelo mercado e pelo regulador.

Perspectivas e próximos passos

Executivos da Obsidiam afirmam que a expectativa é colaborar com a construção de um ambiente regulatório claro e funcional, enquanto a direção da ABcripto destaca a importância de incorporar vozes com experiência externa para enriquecer o debate. Ao unir expertise técnica, participação em sandboxes e foco em compliance, a nova associação tende a participar ativamente de discussões sobre políticas públicas e práticas de mercado. Para o setor, esse tipo de articulação pode significar maior profissionalização e avanço no desenvolvimento de uma infraestrutura cripto mais robusta e segura no Brasil.

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