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MPPR contrata formação online em rastreio de bitcoin com docentes do MPRJ

O Ministério Público do Paraná (MPPR) contratou uma formação avançada em rastreio de bitcoin e outras criptomoedas pelo valor de R$ 22.905,00. A contratação ocorreu por dispensa de licitação, alegando a singularidade do serviço oferecido pela empresa Cossermelli e Erthal Educacional LTDA. O curso será ministrado na modalidade à distância, organizado pela Escola Superior do MPPR, em quatro encontros nos dias 23 e 24 de fevereiro e 2 e 6 de março, sempre no turno da manhã, entre 8h30 e 12h30.

Segundo o documento oficial, disponível à reportagem, a justificativa para a contratação destaca a necessidade de profissionais com notório saber e experiência na análise de provas digitais e na persecução penal que envolve criptoativos. A atualização técnica é apresentada como imprescindível para que as equipes de investigação acompanhem as rápidas mudanças tecnológicas e normativas no campo das finanças digitais.

Objetivo e alcance da capacitação

A proposição do curso é clara: qualificar membros do MPPR para atuar com eficiência em investigações que envolvem evidências digitais e ativos digitais. O objetivo oficial prevê formação prática e jurídica, com limite de até 40 participantes. O programa percorre conceitos elementares e avança para procedimentos operacionais, permitindo que investigadores entendam tanto a teoria quanto as ferramentas aplicadas ao rastreamento de transações em rede.

Metodologia e estrutura didática

A capacitação adota uma metodologia remota que combina exposição teórica e exercícios práticos. A organização prevê sessões matinais para facilitar a rotina das equipes e maximizar a absorção do conteúdo. Como parte do formato, o curso inclui demonstrações de fluxos de investigação e análise de casos, o que busca traduzir o conteúdo técnico em procedimentos úteis ao trabalho pericial e à atuação ministerial.

Corpo docente e cooperação entre Ministérios Públicos

Os instrutores anunciados são membros do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o que evidencia um intercâmbio de conhecimento entre instituições estaduais. Entre os professores estão: Diogo Erthal, Fabiano Cossermelli e Marcos José Porto Soares, todos promotores vinculados ao MPRJ. A presença desses docentes reforça a ideia de que há competências internas ao sistema ministerial brasileiras para atuar em tópicos ligados a blockchain e investigação digital.

Experiência institucional e ferramentas técnicas

Vale ressaltar que o MPRJ já figura entre as unidades ministeriais que adquiriram soluções técnicas para auxiliar no rastreio de bitcoin e outras moedas digitais. Isso demonstra um movimento institucional em várias esferas do Ministério Público para incorporar tecnologias e procedimentos voltados à identificação de fluxos financeiros on‑chain e à coleta de provas digitais.

Questões administrativas e justificativas

O documento que ampara a dispensa de licitação ressalta a singularidade do objeto contratado e a exigência de docentes com experiência comprovada. A opção por contratar via pessoa jurídica especializada foi apresentada como necessária para garantir o nível técnico requerido nas investigações que envolvem evidências digitais e criptoativos. Em síntese, a administração pública sustentou que a formação atende a uma demanda por atualização contínua diante de práticas criminosas que se valem de tecnologia avançada.

Além das informações sobre a contratação e o cronograma, o processo destaca o limite de participantes e os objetivos pedagógicos voltados à aplicação prática do conhecimento. Essa abordagem visa não apenas transferir conceitos, mas também dotar investigadores de rotinas operacionais e critérios jurídicos para atuação em casos complexos.

Autor e contexto editorial

O conteúdo original foi publicado por Bruno Costa, jornalista com trajetória na cobertura de DeFi e ativos digitais. Em sua carreira, Bruno atuou em reportagens que abordaram golpes no setor e temas como adoção de DeFi em mercados emergentes, além de orientar materiais sobre stablecoins. O texto também traz um aviso de que as informações têm caráter informativo e não substituem aconselhamento financeiro ou jurídico, recomendando que leitores façam sua própria pesquisa (DYOR).

Em síntese, a contratação pelo MPPR representa um movimento institucional para aprimorar a capacidade de investigação diante dos desafios impostos por crimes que utilizam tecnologia blockchain. A formação com docentes do MPRJ e a justificativa administrativa da dispensa de licitação refletem a urgência em atualizar competências e ferramentas diante de um ecossistema em rápida transformação.

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