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19 setembro 2026

Mil milhões de barris cruzam o Estreito de Ormuz com suporte dos EUA

O Centcom reporta volumes inédites de petróleo no Estreito de Ormuz, graças à proteção de milhares de navios pelos EUA.

Mil milhões de barris cruzam o Estreito de Ormuz com suporte dos EUA

Nas duas semanas que antecederam 15 de abril de 2026 o fluxo de petróleo bruto carga geral e gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz atingiu o patamar mais alto registrado nos últimos seis meses. O anúncio veio do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) divulgado na rede X em 19 de abril de 2026. Esse levantamento demonstra um repentino aumento de atividade marítima num cenário que ainda enfrenta pressões geopolíticas.

Segundo o Almirante Brad Cooper comandante do Centcom, as forças armadas americanas colaboraram para que mais de um bilhão de barris de petróleo cruzassem o estreito nos últimos dois meses. Enquanto isso, o Irão não registrou nenhum movimento de barris desde julho, o que realça a diferença entre as duas partes. O almirante destacou ainda que a presença dos EUA garantiu a segurança de mais de 2 mil navios comerciais que transitaram pela via marítima estratégica.

Volume histórico de petróleo e gás natural liquefeito

Os números divulgados apontam para mil milhões de barris movimentados nas duas últimas semanas, superando qualquer registro dos seis meses anteriores. Essa elevação não se restringe ao petróleo; o transporte de gás natural liquefeito também registrou crescimento, ampliando a importância do estreito como corredor energético global. O Centcom atribui esse salto ao reforço das rotas comerciais, à desmontagem de ameaças potenciais e à coordenação estreita com parceiros regionais.

Proteção naval dos Estados Unidos e cooperação regional

Para assegurar a passagem livre, o exército americano empregou uma combinação de vigilância aérea, patrulhas navais e, recentemente, a criação de uma unidade de drones de ataque integrada à coalizão do Golfo. Cooper explicou que “estamos trabalhando com todos os parceiros da região, reforçando suas defesas aéreas, formando uma nova unidade de drones de ataque e mantendo o Estreito de Ormuz e as águas adjacentes abertos e livres de ameaças”. Essa estratégia permitiu que a ameaça de minas fosse neutralizada e que a confiança dos armadores fosse restabelecida.

Escudo para mais de 2 mil embarcações

O suporte direto às embarcações comerciais incluiu escoltas navais e cobertura de radar avançada. Cada navio recebeu acompanhamento em tempo real, reduzindo o risco de incidentes e garantindo que as rotas de exportação permanecessem operacionais. Essa proteção coordenada reflete o comprometimento dos EUA em preservar a estabilidade do comércio marítimo, essencial para a cadeia de suprimentos global.

Repercussões nos preços e no mercado de energia

O aumento no fluxo de petróleo coincidiu com um período de alta nos preços de combustíveis nos Estados Unidos. No mesmo dia do comunicado, o preço médio do diesel chegou a 6,43 dólares por galão próximo ao seu pico histórico, segundo a GasBuddy. Essa ligação entre a segurança do estreito e os preços internos reforça o papel central do Ormuz na balança energética mundial.

Em síntese, o relato do Centcom evidencia como a intervenção militar dos EUA pode influenciar diretamente a disponibilidade de recursos energéticos, ao mesmo tempo em que demonstra a vulnerabilidade de rotas estratégicas a fatores políticos. Enquanto o Irão permanece inativo na exportação, a presença americana garante que o comércio continue fluindo, mantendo os mercados abastecidos e atenuando pressões inflacionárias nos combustíveis.