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Mercado de Nova York cai com preocupações sobre IA e negociação estagnada no Estreito de Ormuz

Na terça-feira, 28, as principais praças de Nova York fecharam majoritariamente em queda, com o setor de tecnologia no centro das atenções e o cenário externo adicionando volatilidade. O Dow Jones cedeu 0,05% e terminou aos 49.141,93 pontos, o S&P 500 recuou 0,49% para 7.138,80 pontos e o Nasdaq caiu 0,90%, aos 24.663,80 pontos.

Esse movimento combinou sinais corporativos fracos no universo da IA com notícias geopolíticas sobre o Estreito de Ormuz e expectativas relacionadas à reunião do Federal Reserve.

Fatores externos e impacto nos setores

O noticiário internacional pressionou o apetite por risco: o Irã está preparando uma nova proposta para encerrar o bloqueio no Estreito de Ormuz, mas a Casa Branca demonstrou ceticismo em relação ao primeiro desenho da oferta. A agência Reuters reportou que agências de inteligência dos EUA avaliam como Teerã reagiria caso Donald Trump declarasse vitória unilateral na guerra; Trump também afirmou que o Irã teria informado estar em ‘estado de colapso’. Esses elementos elevaram a atenção sobre commodities e empresas ligadas à energia, com a alta do petróleo apoiando ganhos em ações do setor.

Entre os nomes que avançaram, destacaram-se a Devon Energy com alta de 2,66%, a Exxon subindo 1,60% e a Chevron com 1,94%. Em sentido oposto, mineradoras e ações ligadas a metais recuaram: Newmont caiu 5,32%, AngloGold Ashanti perdeu 4,36% e Freeport-McMoran desvalorizou 3,90%. Esse comportamento ilustra como a tensão regional e o movimento dos preços do petróleo afetam setores de modo distinto.

Pressão sobre as tecnológicas e o debate sobre IA

O setor de tecnologia sofreu perdas relevantes após reportagens sobre metas internas não alcançadas por um player central da área de IA. A notícia de que a OpenAI não alcançou metas de receita e de novos usuários despertou dúvidas sobre a sustentabilidade de investimentos pesados em data centers e infraestrutura em nuvem. Entre as ações de chips e provedores de tecnologia, Nvidia recuou 1,59%, Intel 0,55%, AMD 3,41% e Broadcom 4,39%.

Riscos e opiniões de mercado

Analistas comentaram que a arquitetura atual da IA depende fortemente de alguns atores-chave. O banco Swissquote foi citado lembrando que a estrutura da IA ‘se constrói como um castelo de cartas’, ou seja, uma concentração de riscos em poucas empresas pode provocar uma reavaliação ampla dos preços se resultados inesperados ocorrerem. Em termos técnicos, a preocupação central envolve a relação entre investimentos em capacidade computacional e retornos de receita em um mercado ainda em amadurecimento.

Resultados corporativos e a expectativa pelo Fed

Nos resultados trimestrais, alguns nomes relevantes contrariaram o tom negativo da sessão: a Coca-Cola avançou 3,86% após divulgação de balanço, enquanto a General Motors subiu 1,27%. A Visa teve leve recuo de 0,11% e divulga seus resultados após o fechamento, o que pode trazer nova volatilidade. Esses movimentos mostram que, apesar das pressões macro, notícias corporativas pontuais ainda são capazes de direcionar setores específicos.

Paralelamente, o Federal Reserve iniciou a reunião de política monetária e o mercado aguarda o comunicado que deve ser divulgado na quarta-feira, com expectativa de manutenção das taxas de juros. Investidores observam indicadores de inflação e rendimento das Treasuries para calibrar a probabilidade de adoção de um tom mais apertado ou cauteloso. Em resumo, a combinação de ruído geopolítico, incertezas sobre a trajetória da IA e a próxima decisão do Fed moldou o fechamento observado em Nova York.

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