O panorama recente das criptomoedas combina cautela e elementos que sustentam otimismo no horizonte. Em um relatório divulgado pela Binance Research em 13 de fevereiro, os analistas descrevem um processo de reestruturação do mercado após uma correção de cerca de 50% desde picos anteriores. Esse documento destaca que, mesmo com a volatilidade, há uma manutenção de liquidez no sistema, uma demanda consistente por stablecoins e sinais de resiliência em produtos de investimento, como os ETFs de Bitcoin.
Ao mesmo tempo, relatórios de cibersegurança mostram ameaças operacionais distintas que afetam infraestrutura digital e usuários.
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O que o relatório da Binance Research revela
A análise da Binance aborda fatores estruturais que, segundo os autores, sustentam a perspectiva positiva no mercado cripto. Entre os pontos centrais estão a presença contínua de liquidez, a elevada oferta de stablecoins que facilita operações e a capacidade dos ETFs de Bitcoin em manter entradas relativas mesmo diante da correção. Esses elementos, combinados com avanços em tokenização e adoção institucional, formam um conjunto que aponta para uma recuperação mais lenta, porém fundamentada. O relatório também ressalta que períodos de queda podem atuar como mecanismo de seleção, ajustando expectativas e força do ecossistema.
Liquidez, produtos investidores e oferta de stablecoins
Em termos práticos, a presença de liquidez significa que participantes ainda encontram profundidade de mercado para entrar e sair de posições sem rupturas extremas de preço. A oferta de stablecoins elevada funciona como um amortecedor: investidores e usuários podem migrar rapidamente para ativos com menor volatilidade, preservando capital e mantendo atividade de negociação. Paralelamente, os ETFs de Bitcoin mostram resistência, recebendo aportes que atestam confiança institucional. Juntos, esses vetores sustentam a hipótese de um otimismo estrutural mesmo após uma retração de cerca de 50% em relação às máximas anteriores.
Ameaças de segurança: expansão do cryptojacking na américa latina
Enquanto fundamentos financeiros mostram sinais de recuperação, relatórios de segurança destacam riscos técnicos crescentes. A empresa ESET publicou dados que evidenciam a expansão do cryptojacking na América Latina ao longo de 2026. Em uma campanha detectada em julho de 2026, mais de 3.500 sites foram comprometidos para executar miners clandestinos, aproveitando recursos de visitantes sem consentimento. Esse tipo de ataque reduz desempenho de dispositivos, aumenta consumo energético e pode danificar hardware, trazendo custos indiretos a usuários e organizações.
Vetores de ataque e perfis de domínios afetados
A investigação da ESET identificou dois grandes perfis de domínios associados às detecções: sites de risco esperado — como plataformas de streaming não oficiais e portais com muitos scripts de terceiros — e sites legítimos comprometidos por vulnerabilidades técnicas. Entre os vetores mais comuns estão CMS desatualizados, plugins vulneráveis e credenciais fracas. Os cinco tipos de sites com maior incidência foram plataformas de download pirata, sites de anime e mangá, instituições educacionais, pequenas e médias empresas e veículos de mídia locais.
Como mitigar o risco
Para reduzir a exposição ao cryptojacking, a ESET recomenda medidas práticas: manter sistemas operacionais e navegadores atualizados, adotar soluções de segurança capazes de detectar scripts maliciosos em tempo real e desconfiar de páginas com publicidade excessiva. Para organizações, a prioridade é atualizar periodicamente CMS e plugins, implementar autenticação multifator, auditar scripts de terceiros e realizar verificações de segurança regulares. Essas ações reduzem vetores de ataque e limitam a exploração por campanhas massivas que priorizam escala.
Em síntese, o cenário cripto atual combina fundamentos que sustentam um otimismo estrutural com vulnerabilidades operacionais que exigem atenção. O relatório da Binance Research publicado em 13 de fevereiro salienta liquidez, oferta robusta de stablecoins e resiliência dos ETFs de Bitcoin, elementos que favorecem uma trajetória de recuperação. Por outro lado, as descobertas da ESET sobre o aumento do cryptojacking em 2026 ilustram como falhas técnicas podem comprometer a experiência do usuário e aumentar custos. Juntar esse diagnóstico ajuda participantes a ajustar estratégias, priorizar segurança e interpretar a volatilidade de forma mais informada.
