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mercado cripto mostra sinais de resiliência mesmo após correção de 50%

Um levantamento da Binance Research, publicado em 13 de fevereiro, descreve o atual momento do ecossistema cripto como uma reestruturação na qual permanecem sinais claros de otimismo estrutural. Mesmo depois de uma queda de aproximadamente 50% em relação ao máximo histórico de outubro de 2026, o relatório destaca que a liquidez segue presente, os ETFs de bitcoin mostraram resiliência e a oferta de stablecoins continua elevada — elementos que, combinados com a crescente tokenização de ativos reais, atenuam o impacto da volatilidade de curto prazo.

O mercado atravessa um período de menor apetite por risco, e o foco dos investidores tem se fragmentado entre narrativas alternativas como a inteligência artificial e ativos mais defensivos. Ao mesmo tempo, fatores macroeconômicos, incluindo a expectativa de política monetária restritiva pelo Federal Reserve e incertezas políticas, têm reduzido a disposição para posições especulativas. Neste contexto, surge uma pergunta central: quando a demanda vai retornar?

O que mudou na dinâmica de mercado

A queda do bitcoin atingiu mínimos de cerca de US$ 60.000 em 5 de fevereiro, após o pico histórico de outubro de 2026. Historicamente, correções de grande magnitude são recorrentes dentro de ciclos maiores; porém, segundo a Binance, a composição do mercado hoje é mais institucional, com canais de liquidez mais profundos. Essa mudança implica que movimentos de preço costumam refletir realocações estratégicas, não apenas fluxos de impulso.

Altcoins, oferta e concentração de capital

Enquanto o BTC apresenta sinais de consolidação, muitas altcoins estão ficando para trás. O relatório mostra que o desempenho relativo de tokens menores foi mais fraco do que em ciclos passados, evidenciando uma concentração de capital nos principais ativos. Esse fenômeno é agravado pela expansão de oferta observada em 2026: aproximadamente 11,6 milhões dos 20,2 milhões de tokens lançados naquele ano — muitos sem usuários, receita ou diferenciação — deixaram de ter negociação ativa e estão muito abaixo das avaliações iniciais.

Efeitos de desalocação

Essa limpeza de excesso de oferta tende a ser dolorosa no curto prazo, mas historicamente precede a formação de fundamentos mais sólidos. À medida que o capital se concentra em projetos com utilidade verificável, o mercado pode construir uma base mais sustentável para ciclos subsequentes.

Macroeconomia, Fed e o papel das políticas

O relatório enfatiza que os fatores macroeconômicos continuam determinantes para o comportamento das criptomoedas. Dados recentes de emprego nos EUA, por exemplo, indicaram uma estabilização em vez de uma recuperação robusta, dando ao Fed margem para manter uma postura mais rígida. A nomeação de Kevin Warsh como candidato à presidência do Fed aumentou a incerteza sobre perspectivas de liquidez no médio prazo, pois sua opção por uma política monetária mais contracionista é vista como potencialmente negativa para ativos sensíveis a liquidez.

Implicações para preços e sentimento

Com a política monetária mais apertada no horizonte, cortes de juros não são esperados no curto prazo; isso contribui para um sentimento ambivalente entre investidores. Quando o preço à vista do bitcoin se aproxima do custo médio realizado dos detentores — estimado em torno de US$ 55.000 —, aumenta a pressão psicológica sobre participantes que estão próximos ao ponto de equilíbrio, amplificando a volatilidade.

Pontos estruturais que sustentam a confiança

Apesar do ruído, vários pilares estruturais seguem robustos. Os ETFs de bitcoin à vista reportaram apenas uma redução moderada no patrimônio sob gestão, sugerindo que parte do capital está alocada de forma estratégica, não simplesmente especulativa. Episódios de entradas líquidas em determinados dias evidenciam que o canal dos ETFs pode atuar como fonte estável de demanda.

Além disso, a oferta de stablecoins permanece próxima das máximas do ciclo, indicando que o capital on-chain não saiu em massa. Os RWAs (real-world assets, ou ativos do mundo real tokenizados) também atraem atenção como instrumentos de preservação de capital: o mercado on-chain de RWA aproxima-se de US$ 25 bilhões, impulsionado por tesourarias tokenizadas, commodities e estruturas de rendimento que priorizam estabilidade e transparência.

Exemplos de tokenização

A tokenização de commodities, especialmente ouro, cresceu de maneira relevante desde o início do período recente. O ouro tokenizado ganhou tração como ativo defensivo on-chain, com produtos como o Tether Gold (XAUT) ampliando sua capitalização e oferta, o que demonstra como investidores buscam alternativas digitais para alocação de valor.

Convergência entre DeFi e instituições

Outro desenvolvimento notável é a integração crescente entre o universo institucional e a infraestrutura descentralizada. A decisão de gestores tradicionais de listar produtos tokenizados via protocolos DeFi e a compra de tokens de governança por grandes players sinalizam uma maior confiança na maturidade desses sistemas. Essa convergência pode tornar a liquidez on-chain mais acessível e eficiente quando surgirem catalisadores credíveis.

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