A Receita Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (30), a transmissão do lote residual da malha fina do imposto de renda de 2026. O pagamento totaliza R$ 1,26 bilhão, valor destinado a 412.186 contribuintes que regularizaram pendências ou que tinham restituições de exercícios anteriores ainda não liberadas. Essa operação segue os pagamentos já efetuados nos meses anteriores e representa a última leva do calendário de devoluções para o exercício corrente.
Distribuição do valor e grupos com prioridade legal
Do montante total, R$ 466,68 milhões foram reservados para os contribuintes com prioridade legal. Entre eles, 59.722 pessoas com idade entre 60 e 79 anos, 9.250 idosos acima de 80 anos, 7.341 beneficiários que possuem deficiência física, mental ou doença grave, e 19.699 professores cuja principal fonte de renda é o magistério. Cada segmento recebeu uma parcela proporcional ao número de inscritos, obedecendo ao critério de ordem de apresentação da declaração dentro de cada grupo.
Contribuintes sem prioridade legal e uso de recursos digitais
Além dos grupos citados, o lote inclui 281.609 restituições para quem utilizou a declaração pré-preenchida ou optou por receber o crédito via Pix. Outras 34.565 pessoas, que não se enquadram nas categorias de prioridade, também foram contempladas. A escolha pelo Pix ou pela declaração automática foi considerada um diferencial para acelerar a liberação dos recursos, seguindo a política de eficiência adotada pela Receita.
Procedimento de consulta e recebimento
Para saber se está entre os beneficiados, o contribuinte deve acessar o portal da Receita Federal e escolher a opção “Meu Imposto de Renda”. A partir daí, basta clicar em “Consultar a Restituição”, inserir CPF, data de nascimento e o exercício da declaração e aguardar a confirmação. O mesmo serviço está disponível no aplicativo oficial, compatível com Android e iOS, oferecendo praticidade ao cidadão que prefere o celular.
O crédito é depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração. Caso a conta esteja inativa ou o número esteja incorreto, o valor ficará disponível para saque no Banco do Brasil por até um ano. Decorrido esse prazo, o contribuinte deverá solicitar a liberação por meio do Portal e-CAC na seção “Declarações e Demonstrativos”.
Se a consulta indicar ausência de restituição, recomenda-se verificar a situação da declaração no e-CAC. Eventuais pendências podem ser corrigidas mediante envio de declaração retificadora, desde que não haja processo de fiscalização em curso. Após a retificação, o contribuinte deve acompanhar o tratamento da declaração; se não houver novos impedimentos, o valor poderá ser incluído em um próximo lote residual, conforme a disponibilidade de recursos da Receita.
Para quem depende do crédito para honrar compromissos financeiros, a falta de pagamento neste lote não implica bloqueio permanente. É possível reorganizar o orçamento, cortar gastos não essenciais ou, em último caso, avaliar linhas de crédito adequadas ao perfil do contribuinte. Contudo, a prioridade permanece na regularização da situação fiscal para garantir a inclusão nos próximos pagamentos.



