Dizamos a verdade: a tramitação da PEC do fim da jornada 6×1 em ano eleitoral acendeu um sinal de alerta no núcleo político. Quem avisa é Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, que pediu cautela ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
O que preocupa Pereira? Que decisões sensíveis sejam tomadas sob influência direta de pressões eleitorais e da percepção imediata do eleitorado. Em entrevistas, ele disse ter relatado os riscos a Motta e defendeu atraso na pauta até ambiente mais neutro.
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Por que o timing importa
Segundo o dirigente, em ano eleitoral deputados contrários podem ceder por medo da reação popular. Resultado: votos movidos por cálculo eleitoral, não por análise técnica. Il re è nudo, e ve lo dico io: decisões apressadas fragilizam a qualidade do debate parlamentar.
Risco de decisões guiadas pela urna
O argumento mistura política e técnica. Pereira citou notas do setor produtivo que, segundo ele, apontam para aumento de custos trabalhistas e operacionais caso a jornada seja reduzida nos termos propostos. Empresas em concorrência internacional perderiam competitividade, e esse custo poderia ser repassado ao consumidor.
Impactos sociais em discussão
Há também uma dimensão social no discurso do presidente do partido. Pereira reconhece o apelo por mais tempo livre. Pergunta, porém, se a população dispõe de renda suficiente para aproveitar esse tempo.
Soa duro, mas, nas palavras do próprio: So que não é popular dizer, \”o ócio demais faz mal\”. Para ele, trabalho traduz-se em sustento e dignidade; tempo livre sem renda pode não equivaler a bem-estar.
Comparações internacionais e lições históricas
Pereira argumenta que reduções de jornada bem-sucedidas ocorreram em países com níveis de renda e proteção social superiores aos do Brasil. Deste modo, importações de modelos estrangeiros podem ser inadequadas se desconsiderarem estrutura fiscal e laboral brasileiras.
Consequências políticas e estratégia partidária
No âmbito interno, o Republicanos avaliará posição e estratégia eleitoral. Pereira pediu debate amplo, com estudos técnicos e regras de transição para evitar choque no setor produtivo.
Enquanto todos fingem que é só uma questão de calendário, o líder do partido quer que a Câmara pese efeitos práticos além do apelo popular.
Negociação e próximos passos
Pereira defende negociação ampla, inclusão de regras de transição e escuta de setores envolvidos. A proposta, diz ele, exige calibragem técnica e política antes de avanço definitivo.
O que preocupa Pereira? Que decisões sensíveis sejam tomadas sob influência direta de pressões eleitorais e da percepção imediata do eleitorado. Em entrevistas, ele disse ter relatado os riscos a Motta e defendeu atraso na pauta até ambiente mais neutro.0
