A jornalista Cristina Graeml anunciou sua filiação ao PSD e passou a integrar o grupo político do governador Ratinho Junior. A chegada ao partido foi divulgada nas redes sociais em um vídeo conjunto com o governador e marca mais uma mudança de legenda na trajetória recente da jornalista, que passou pelo PMB, Podemos e União Brasil. Na publicação, Graeml deixou claro que sua posição nacional permanece inalterada: mantém apoio público ao senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência.
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Filiação ao PSD e posicionamento nacional
Segundo o governador, o convite teve finalidade dupla: contribuir para a formulação de propostas para o Estado e já atuar no presente, fortalecendo causas como valores de família, liberdade econômica e liberdade de imprensa. Graeml respondeu enfatizando que está no início de uma nova etapa na política partidária e que pretende construir alianças dentro do PSD. Ao mesmo tempo, após críticas nas redes sociais por aproximar-se de Ratinho, ela publicou uma legenda afirmando que “nada mudou” e que Flávio Bolsonaro continua sendo seu pré-candidato, sinalizando que sua filiação não equivale a transferência de lealdade nacional.
Mensagem pública e reação nas redes
A postagem com a foto ao lado do senador provocou reações diversas: aliados do PL convidaram Graeml a migrar para o partido e houve pedidos explícitos para que ela repensasse seu posicionamento, com sugestões sobre possíveis candidaturas proporcionais caso aceitasse o convite. Graeml, no entanto, manteve uma mensagem de continuidade: ao mencionar que sua chegada ao PSD visa somar ao projeto estadual, usou a filiação para reforçar sua presença política no Paraná sem renegar o apoio a Flávio Bolsonaro, o que evidencia uma tentativa de conciliar forças locais e alinhamentos nacionais.
Cenário político no Paraná e impacto local
A entrada de Graeml ocorre em um momento de reorganização do tabuleiro paranaense. No estado, o PSD procura um nome para disputar a sucessão de Ratinho e enfrentar o ex-ministro Sergio Moro, que migrou para o PL e recebe apoio de setores do centro-direita e do Novo. Internamente, nomes como o secretário das Cidades, Guto Silva, reaparecem como opções, embora haja dúvidas sobre competitividade nas pesquisas. Movimentos recentes, como a migração do presidente da Assembleia, Alexandre Curi, para o Republicanos, e a saída do ex-prefeito Rafael Greca para o MDB, mudaram a geometria de forças que o PSD tenta recompor.
Possíveis candidaturas e consequências práticas
Além de Guto Silva, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, teve seu nome ventilado, mas negou interesse em deixar a prefeitura — ressaltando compromisso com a gestão — e destacou que não houve convite formal. Pimentel, que venceu Graeml no segundo turno de 2026, precisaria cumprir regras de desincompatibilização para disputar outro cargo, o que tornaria sua eventual entrada complicada. Com as mudanças, o PSD também avalia compor chapas majoritárias e decidir sobre nomes para o Senado, onde Graeml já foi cotada, ou para a vice-governadoria.
Trajetória de Cristina Graeml e planos eleitorais
Candidata à Prefeitura de Curitiba em 2026, Graeml chegou ao segundo turno e contou com o apoio público do ex-presidente Jair Bolsonaro, que liberou o uso de sua imagem em campanha, ainda que o diretório estadual do PL tenha atuado de forma distinta durante o pleito. Após a derrota para Pimentel, ela deixou o PMB e manifestou interesse em disputar cargos em 2026. Em 19 de março, Graeml publicou uma mensagem reafirmando que sua pré-candidatura ao Senado era “firme e irreversível”, destacando ter percorrido municípios e recebido expressões de apoio. Ao migrar para o PSD, ela não detalhou imediatamente se manterá a mesma intenção dentro da nova legenda, mas afirma que chega para somar ao projeto estadual.
