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Investidores monitoram IPCA e CPI enquanto empresas divulgam balanços

O dia começa com atenção redobrada para o IPCA, o índice oficial de inflação do Brasil, cuja divulgação está marcada para terça-feira (12). A projeção do mercado aponta para uma variação mensal de +0,7% em abril, com efeito direto nas expectativas sobre a trajetória da taxa de juros e no humor dos investidores. Em paralelo, empresas como JBS, PagBank, Aeris Energy e Cury têm balanços previstos para divulgação após o fechamento, o que pode trazer volatilidade setorial e influenciar a composição do Ibovespa ao final do pregão.

No plano externo, o destaque é o CPI dos Estados Unidos, com divulgação às 09h30 e expectativa de alta mensal de 0,6% em abril, totalizando cerca de 3,7% a/a. Esse indicador — o índice de preços ao consumidor — é acompanhado por gestores globais por seu impacto potencial nas decisões do Federal Reserve. Ao mesmo tempo, a visita do presidente Donald Trump à China para encontro com Xi Jinping, com participação de executivos como Elon Musk e Tim Cook, traz discussões sobre comércio e inteligência artificial que podem repercutir em setores de tecnologia e exportação.

Agenda doméstica e indicadores

No calendário local, a rotina do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será acompanhada com atenção: às 10h00 haverá o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado no Palácio do Planalto; às 11h30 está prevista reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. No turno da tarde, o presidente tem encontros programados às 14h40 com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, às 15h00 com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e às 16h30 com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães. A agenda encerra às 19h00 com a posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral.

Cenário internacional e riscos geopolíticos

O contexto externo também tem papel central: além do CPI americano, a tensão entre Estados Unidos e Irã mantém o preço do petróleo volátil, pressionando mercados que são sensíveis a custos de energia e expectativas inflacionárias. O presidente Trump descreveu o cessar-fogo como “respirando por aparelhos“, enfatizando o risco de prolongamento do conflito, que já completa cerca de 10 semanas e ameaça a navegação pelo Estreito de Ormuz. A movimentação diplomática na China, com líderes e CEOs, reforça como decisões políticas e acordos comerciais podem repercutir nas cotações globais.

Sanções e comércio de petróleo

Em complemento, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra três pessoas e nove empresas acusadas de facilitar o envio de petróleo do Irã para a China: quatro dessas empresas estariam em Hong Kong, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma em Omã. Essas medidas, que se somam a ações recentes sobre fornecimento de armamentos e componentes para drones e mísseis, aumentam o prêmio de risco associado à região e ajudam a explicar a alta do preço do petróleo, com reflexo imediato em pressões inflacionárias globais.

Resultados corporativos e mercado financeiro

No front das companhias abertas, a Petrobras publicou seus números do primeiro trimestre de 2026 na noite de segunda-feira (11): lucro líquido de R$ 32,66 bilhões, em linha com a mediana de analistas consultados pela LSEG (R$ 30 bilhões), mas com recuo de 7,2% na comparação anual. O Ebitda ajustado ficou em R$ 59,6 bilhões, uma leve redução de 2,4%. Além disso, o governo de São Paulo multou a rede de varejo Fast Shop em R$ 1,04 bilhão por supostas irregularidades administrativas. No fechamento de segunda, o Ibovespa registrou queda, pressionado por ações sensíveis a juros e pela nova alta do preço do petróleo em função do impasse entre Estados Unidos e Irã.

O que observar ao longo do dia

Para os operadores, além do IPCA e do CPI, há atenção ao dado de estoques de petróleo programado para as 17h00 (período semanal), que pode intensificar movimentos nos preços de commodities. Os resultados que saem após o pregão — de empresas como JBS, PagBank, Aeris Energy e Cury — têm potencial de redefinir expectativas setoriais e ajustar carteiras. Em suma, a sessão combina indicadores macro, relatos geopolíticos e decisões corporativas, formando um conjunto de informações que deve ditar volatilidade e tendências no curtíssimo prazo.

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