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Felipe Miranda anuncia saída da Empiricus e da parceria com o BTG Pactual

Em um movimento surpreendente no mundo dos investimentos, Felipe Miranda anunciou sua saída da Empiricus, a renomada empresa de pesquisa para o varejo que ele ajudou a fundar há 16 anos. Além disso, ele também se desvinculou da parceria com o BTG Pactual, que adquiriu a Empiricus em.

A decisão de Miranda vem após o término do earnout relacionado à venda da companhia.

Miranda comentou sobre essa transição, afirmando que “esse era o ciclo previsto no acordo, então é natural reavaliar a situação”. Ele refletiu sobre o tempo que passou na empresa, reconhecendo que foi um período valioso, mas que a mudança de um papel de empreendedor para executivo pode ser desafiadora.

Um novo capítulo para Felipe Miranda

Após sua saída, Felipe Miranda se comprometeu a cumprir um non-compete de seis meses, durante o qual planeja explorar novos horizontes acadêmicos. Entre os cursos que pretende realizar, estão temas como literatura russa e álgebra linear, sem a intenção imediata de aplicar esses conhecimentos no mercado financeiro. A decisão de Miranda de fazer uma pausa reflete sua busca por reflexão e aprendizado.

Saída de outros cofundadores

Além de Miranda, outro cofundador, Caio Mesquita, também deixará a Empiricus. Junto com Miranda, Mesquita, Marcos Elias e Rodolfo Amstalden foram os responsáveis pela criação da empresa. Agora, Amstalden assumirá a liderança da Empiricus, levando adiante o legado que seus fundadores iniciaram.

A venda da Empiricus para o BTG Pactual foi um marco significativo, com um valor total estimado que chegou a cerca de R$ 800 milhões, considerando as metas alcançadas. Em sua aquisição, o BTG Pactual desembolsou R$ 440 milhões em dinheiro e R$ 250 milhões em ações.

Desafios e sucessos na trajetória da Empiricus

No auge de sua popularidade, em, a Empiricus gerou uma receita de aproximadamente R$ 300 milhões e contava com cerca de 450 mil assinantes. Contudo, o cenário se tornou mais desafiador, e no ano passado, os números caíram para R$ 250 milhões em receita e 330 mil assinantes. Miranda atribui essa diminuição à volatilidade nos ativos de risco, ressaltando que “ninguém compra conteúdo apenas para gerenciar investimentos em CDBs”.

A visão de futuro e o legado da Empiricus

Miranda deixou claro que seu foco sempre foi atender àqueles que buscam investimentos de maior risco, o que moldou a identidade da Empiricus ao longo dos anos. Essa abordagem ousada e inovadora ajudou a definir a empresa como uma referência no setor, despertando o interesse de investidores que desejam explorar oportunidades mais arriscadas.

Enquanto Miranda se prepara para uma nova fase em sua vida, a Empiricus continua a operar sob a nova liderança, enfrentando os desafios do mercado atual. O futuro promete ser interessante, tanto para Miranda quanto para a empresa que ele ajudou a criar.