A trajetória da Cregis começou no ambiente tecnológico da Ásia, com fundação em 2017, e evoluiu para um fornecedor global de soluções em ativos digitais. Desde o início, o foco da empresa foi suprir lacunas técnicas que preocupavam exchanges e plataformas: segurança, custódia e integração com sistemas de pagamento. Com a maturidade do ecossistema cripto, essa missão ganhou nova dimensão ao atender não apenas corretoras nativas, mas também bancos e fintechs que buscam operar com moedas digitais.
Hoje a Cregis posiciona-se como um provedor B2B cuja oferta principal é fornecer a base tecnológica para que instituições tradicionais possam tratar ativos digitais de forma segura. A empresa procura traduzir requisitos bancários e exigências regulatórias em soluções operacionais, entregando infraestruturas de custódia e de pagamentos com foco especial em stablecoins, que são vistas como peças centrais para a adoção diária das moedas digitais.
Index du contenu:
Origem e mudança de foco
A história operacional da Cregis começou atendendo corretoras de criptomoedas que precisavam de implementações rápidas e seguras. Construir internamente um sistema robusto demandava meses; a empresa surgiu para encurtar esse ciclo, oferecendo pilhas tecnológicas prontas para gerenciamento de ativos digitais e fluxos de entrada/saída. Ao longo do tempo, com o avanço das stablecoins e a profissionalização do setor, o perfil de clientes mudou: hoje os contratos corporativos chegam de bancos, provedores de pagamento e empresas que atuam como on/off ramps entre fiat e cripto.
Do mercado de exchanges ao mercado bancário
Essa transição exigiu que a Cregis incorporasse práticas do universo financeiro tradicional, entendendo requisitos de compliance, operações bancárias e tolerância a riscos. A experiência prática conta: desde 2017 a empresa já atendeu cerca de 4.000 clientes institucionais, lidando com incidentes de segurança e cenários de ataque que moldaram sua habilidade de construir soluções resilientes. Para instituições que não podem sofrer uma brecha sequer, essa bagagem prática é um diferencial competitivo essencial.
Por que São Paulo e a estratégia para a América Latina
A escolha de São Paulo como base regional reflete dois fatores: densidade de fintechs e adoção crescente de ativos digitais na América Latina. Pesquisas de mercado e observação direta indicaram que países como Argentina, México e Brasil já apresentam uso intenso de stablecoins para proteção patrimonial e transferências. A cidade paulista funciona como um hub natural por concentrar bancos, empresas de pagamentos e startups que necessitam de integração entre sistemas tradicionais e novos rails de pagamentos.
A operação local permitirá à Cregis oferecer suporte mais próximo a clientes latino-americanos e coordenar projetos que envolvem licenças locais e integração com reguladores. A estratégia prevê expansão gradual para outros mercados da região, sempre com foco em entregar infraestrutura que simplifique a adoção de stablecoins por players que ainda dependem de estruturas legadas.
Regulação, segurança e desafios
Ao contrário da visão de que regulação sufoca inovação, a Cregis enxerga normas claras como fator de confiança. Regras bem definidas atraem capital institucional e permitem que bancos considerem operar com ativos digitais de forma legal e auditável. No Brasil, as conversas com autoridades locais e com o Banco Central foram recebidas com bons sinais, reforçando a ideia de que um arcabouço regulatório fortalece o mercado. Ainda assim, o principal desafio segue sendo a construção de confiança técnica: vender soluções que tocam diretamente no dinheiro exige comprovação de robustez e histórico de segurança.
Conselhos e posicionamento
Para empreendedores que desejam entrar no mercado B2B, a recomendação é clara: estudar tanto a tecnologia blockchain quanto as operações bancárias. Profissionais que conseguem transitar entre fintech e blockchain têm vantagem, pois entender o fluxo de pagamentos e as exigências regulatórias é tão importante quanto dominar a tecnologia. A Cregis, por sua vez, mantém posição especializada: prioriza custódia e infraestrutura de pagamentos com stablecoins, evitando atuar em trading ou promoção de tokens especulativos, e acreditando que as moedas atreladas a ativos resolvem problemas concretos de preservação de valor e transferências internacionais.
