Os Raimundos uma das bandas mais icônicas do rock nacional estão novamente em destaque no cenário cultural brasileiro. O lançamento do documentário Andar na Pedra: A História do Raimundos disponível no Globoplay trouxe à tona novos detalhes sobre a trajetória do grupo e reacendeu a esperança dos fãs por uma possível reunião da formação clássica.
Fundada em 1987 em Brasília a banda se tornou um fenômeno comercial nos anos 90, vendendo milhões de discos e conquistando um lugar especial no coração dos fãs de rock. Apesar do auge comercial ter ficado no passado, os Raimundos continuam ativos, adaptando-se ao mercado atual, impulsionado por streaming festivais e a valorização de catálogos históricos.
Os Inícios e o Sucesso nos Anos 90
A banda, influenciada pelos Ramones desenvolveu uma identidade única, combinando guitarras pesadas com ritmos de forró, criando o chamado forró-core. Esse estilo inovador, inspirado pelos discos do cantor Zenilton que faziam parte do ambiente familiar de Rodolfo Abrantes tornou os Raimundos uma presença constante nas rádios e na programação da MTV Brasil durante os anos 90.
Com hits como Mulher de FasesEu Quero Ver o Oco e Me Lambe a banda vendeu mais de 3 milhões de cópias segundo dados da Pro-Música Brasil. O álbum Só no Forevis lançado em 1999 foi um marco, ultrapassando a marca de 1,2 milhão de unidades comercializadas.
A Saída de Rodolfo e a Reaproximação
Uma das mudanças mais significativas na história da banda ocorreu em junho de 2001 quando Rodolfo Abrantes decidiu deixar o grupo. Digão que já era guitarrista, assumiu também a posição de vocalista, iniciando uma nova fase dos Raimundos. Recentemente, entrevistas ligadas ao documentário revelaram que Rodolfo vendeu sua participação nos direitos autorais do catálogo produzido durante a fase clássica da banda, uma decisão que fez parte de uma profunda mudança em sua vida.
O documentário também abordou a reaproximação entre Rodolfo e Digão, que passaram quase duas décadas sem contato. O reencontro, iniciado publicamente em 2020 ganhou nova repercussão com declarações recentes dos envolvidos, alimentando especulações sobre uma eventual reunião da formação clássica. Até o momento, porém, não há confirmação oficial.
O Legado e o Novo Documentário
A morte do baixista Canisso em março de 2023 foi um dos momentos mais delicados da trajetória dos Raimundos. Desde então, o interesse pela história da banda cresceu entre fãs e veículos especializados. Esse movimento ganhou novo fôlego em março de 2026 com a estreia do documentário Andar na Pedra: A História do Raimundos que reúne depoimentos dos integrantes da formação clássica, imagens de arquivo e relatos sobre os principais momentos da carreira do grupo.
Dividido em cinco episódios, o documentário não só amplia a exposição da história da banda para novas gerações, mas também pode renovar o interesse do público por seu catálogo musical nas plataformas digitais, onde os sucessos dos anos 90 continuam entre os mais conhecidos do rock brasileiro.
Novo Álbum e Estratégias de Negócios
Paralelamente à exploração de seu acervo histórico, os Raimundos lançaram o álbum XXX em 2025 encerrando um longo período sem discos de estúdio. A formação atual, composta por DigãoMarquimCaio Cunha e Jean Moura mantém uma agenda intensa de apresentações, incluindo participações em grandes festivais como o João Rock e a abertura dos shows da turnê do Guns N’ Roses pelo Brasil em 2025.
A estratégia da banda tem privilegiado eventos de grande porte, oferecendo maior exposição e receitas mais previsíveis em comparação às turnês independentes tradicionais. Essa abordagem tem sido fundamental para manter a relevância dos Raimundos no cenário musical atual.
Quase quatro décadas após sua fundação, os Raimundos continuam a ser uma das bandas mais lembradas do rock brasileiro. Com um catálogo robusto, uma agenda de shows ativa, o sucesso do documentário lançado em 2026 e os rumores de uma possível reunião da formação clássica, a trajetória do grupo segue despertando o interesse tanto de fãs antigos quanto de uma nova geração de ouvintes.



