Em junho de 2026, o governo federal destinou um total de R$ 170,2 milhões para o setor de saúde das sete cidades que compõem o Grande ABC. Esses recursos, provenientes do Fundo Nacional de Saúde (FNS) foram direcionados tanto para custeio quanto para investimentos no setor.
O município que recebeu a maior parte dos recursos foi São Bernardo com aproximadamente R$ 69,5 milhões. Por outro lado, Rio Grande da Serra teve a menor contemplação, recebendo R$ 685,2 mil. Esses valores foram transferidos diretamente para as contas municipais, sem a necessidade de celebração de convênios, agilizando a execução dos serviços.
Distribuição dos recursos entre os municípios
Santo André a segunda maior cidade da região, recebeu R$ 46,8 milhões. Já Mauá única cidade da região administrada pelo PT recebeu R$ 34,6 milhões. São Caetano e Diadema receberam valores semelhantes, com R$ 5,8 milhões e R$ 4,8 milhões respectivamente. Ribeirão Pires foi contemplada com R$ 7,7 milhões.
Os recursos foram utilizados principalmente para custeio de serviços de assistência hospitalar, pagamento de salários de agentes comunitários de saúde, estruturação de unidades de urgência e emergência, e atenção de Média e Alta Complexidade (MAC). Além desses repasses, os municípios também contam com outras fontes de recursos, como convênios entre os entes federativos e emendas parlamentares.
SUS Paulista e o apoio do governo estadual
As prefeituras que bancam a maior parte dos custos operacionais da rede de saúde contam com uma importante complementação financeira do Estado. Em 25 de maio de 2026 o governador Tarcísio de Freitas assinou um decreto que incluiu os hospitais municipais no SUS Paulista beneficiando 13 hospitais na região. O governo de São Paulo prevê aportar anualmente no Grande ABC R$ 223 milhões.
A previsão é que os primeiros repasses financeiros aos municípios comecem a ser realizados em agosto de 2026. Essa medida visa fortalecer a rede de saúde pública e garantir melhores condições de atendimento à população.
Desafios e perspectivas
Apesar dos recursos disponibilizados, os municípios enfrentam desafios significativos na gestão dos serviços de saúde. A dependência de repasses federais e estaduais, aliada à necessidade de manter a qualidade dos serviços, exige um planejamento cuidadoso e uma execução eficiente dos recursos.
Os municípios do Grande ABC têm utilizado os recursos para melhorar a infraestrutura e a qualidade dos serviços de saúde, mas a demanda contínua por investimentos e a necessidade de manutenção dos serviços exigem um esforço constante. A colaboração entre os diferentes níveis de governo e a busca por soluções inovadoras são essenciais para enfrentar esses desafios e garantir um sistema de saúde mais eficiente e acessível para todos.

