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19 agosto 2026

Departamento de Justiça dos EUA revela extensa operação de hackers iranianos

Uma operação cibernética patrocinada pelo Estado iraniano roubou mais de 31 terabytes de dados de instituições americanas e internacionais.

Departamento de Justiça dos EUA revela extensa operação de hackers iranianos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou acusações contra 17 cidadãos iranianos por sua participação em uma extensa campanha de hacking contra universidades, empresas e órgãos governamentais. Os ataques, realizados entre 2013 e 2017, foram atribuídos ao Instituto Mabna uma organização que supostamente atuava em nome da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

Entre os alvos mais notórios estava a HBO a famosa empresa de mídia e entretenimento sediada em Nova York. Os hackers tentaram extorquir US$ 6 milhões em Bitcoin em troca de não divulgar dados roubados da companhia. Este caso destaca a crescente tendência de uso de criptomoedas em esquemas de extorsão cibernética.

O escopo dos ataques cibernéticos

Os hackers invadiram sistemas de 322 universidades e 53 empresas tanto americanas quanto estrangeiras. Além disso, cinco órgãos governamentais dos EUA e duas ONGs foram alvo dos ataques. O Instituto Mabna roubou mais de 31 terabytes de dados, incluindo pesquisas e propriedade intelectual de valor incalculável.

Os métodos utilizados pelos hackers incluíram password spraying e spear phishing técnicas avançadas que permitiram a invasão de contas de e-mail de professores e funcionários. Segundo as acusações, os hackers invadiram cerca de 8.000 contas de e-mail em 144 universidades nos EUA e 178 universidades em outros países.

Os acusados e suas conexões

Entre os 17 acusados, nove já haviam sido processados em março de 2018. Os nomes incluem Behzad Mesri também conhecido como “Skote Vahshat”, e Keyvan Fayaz conhecido como “Achilles”, “The Joker” e “bc.monster”. Outros acusados incluem Saeid HoushyarManouchehr HashemlooSaber Shahbazi Ballojeh e Arman Kahzadian.

John A. Eisenberg, procurador-geral adjunto para Segurança Nacional, destacou que a Justiça perseguirá os criminosos pelo tempo que for necessário. “A acusação substitutiva alega que, a pedido de entidades como o IRGC, esses acusados invadiram universidades e outras instituições de pesquisa em todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos, roubando pelo menos 31 terabytes de informações e propriedade intelectual de valor incalculável”, afirmou Eisenberg.

Contexto político e recompensas

O conflito armado entre o Irã e os Estados Unidos que começou em fevereiro de 2026 pode ter influenciado a motivação por trás dessas acusações. O Departamento de Estado dos EUA oferece uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à localização dos acusados, através do programa “Recompensas pela Justiça”.

Em maio Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA, revelou que seu país já havia confiscado mais de US$ 1 bilhão em criptomoedas do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Este caso reforça a importância da cooperação internacional na luta contra o crime cibernético e a proteção de dados sensíveis.

Autor

Bruno Costa