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Crianças usam bitcoin no McDonald’s e presidente Nayib Bukele comenta

Um registro curto, com pouco mais de 30 segundos, ganhou circulação nas redes sociais ao mostrar duas crianças finalizando um pedido em um terminal de autoatendimento do McDonald’s e efetuando o pagamento via bitcoin. A cena foi compartilhada pelo perfil da Bitcoin Magazine e rapidamente recebeu atenção do presidente Nayib Bukele, que republicou o conteúdo em sua conta oficial no X.

O vídeo mostra, com naturalidade, uma menina posicionando a carteira digital no celular para escanear o QR Code gerado pela máquina de pagamento. Apesar da curta duração, o registro simboliza a presença crescente da criptomoeda no dia a dia de parte da população salvadorenha.

O que o vídeo revela sobre o uso cotidiano do bitcoin

Na gravação, a jovem usa a carteira Wallet of Satoshi e, segundo informações compartilhadas junto ao conteúdo, o saldo visível chegou a 170 mil satoshis — valor que, conforme o conversor citado pela mídia, correspondia a aproximadamente R$ 596 com base na cotação informada no dia. O pagamento do combo consumido pelas crianças foi de cerca de US$ 30,00, registrado no terminal e processado em segundos ao ler o QR Code. Esses detalhes ilustram como a experiência de compra com criptomoedas pode ser tão rápida quanto métodos tradicionais.

O autor do vídeo também comentou posteriormente que a gravação original, possivelmente, remonta a 2026, quando os filhos dele compraram um McLanche Feliz. Mesmo assim, o clipe voltou a viralizar e reacendeu conversas sobre adoção e visibilidade do bitcoin entre jovens e famílias.

Contexto maior: adoção e reservas do governo

Desde a decisão de incorporar o bitcoin como ativo relevante na economia nacional, El Salvador tem ampliado iniciativas para integrar a moeda digital ao cotidiano. O país adota uma estratégia de compras regulares, conhecida como dollar-cost averaging (DCA), que foi citada como método para ampliar a reserva estatal. De acordo com dados oficiais divulgados por parte do governo, a carteira nacional acumulava 7.566 BTC em reservas, equivalendo a cerca de US$ 500 milhões — número que costuma ser citado em relatórios e entrevistas sobre a política econômica do país.

Além da compra direta de reservas, projetos de capacitação e educação tecnológica, como iniciativas locais voltadas a jovens, buscam estimular o conhecimento sobre blockchain e pagamentos com criptomoedas. Eventos voltados à comunidade global de entusiastas também têm sido realizados, reunindo participantes de várias partes do mundo para debater uso e desenvolvimento de soluções.

Impulsos sociais e comerciais

A popularização de pagamentos em bitcoin em estabelecimentos como o McDonald’s indica dois movimentos: por um lado, a adaptação de empresas a meios digitais alternativos; por outro, a familiarização de consumidores de diferentes idades com carteiras e apps de pagamento. A facilidade na leitura do QR Code e a rapidez no processamento favorecem a experiência do usuário, reduzindo barreiras de entrada para quem está começando a usar a moeda.

Repercussão e percepções

A repercussão do vídeo no X e em outras plataformas também trouxe comentários sobre segurança, educação financeira e supervisão. Especialistas lembram que, embora operações simples possam ser realizadas rapidamente, o uso diário do bitcoin exige compreensão de volatilidade, chaves privadas e práticas básicas de segurança para evitar perdas. Ainda assim, registros cotidianos como esse ajudam a normalizar a presença da criptomoeda em transações rotineiras.

O que significa para o futuro da moeda em El Salvador

O compartilhamento do vídeo por figuras públicas como o presidente Bukele tende a amplificar a visibilidade do tema e reforçar a narrativa de que o bitcoin está integrado à vida dos salvadorenhos. Enquanto políticas públicas, eventos locais e programas educativos continuarem a apoiar adoção, casos como o das crianças no McDonald’s funcionam como exemplos simbólicos do potencial de uso cotidiano. Porém, analistas seguem atentos ao equilíbrio entre promoção da inovação e proteção ao consumidor.

Em síntese, o episódio serve tanto como um sinal de normalização do pagamento com criptomoedas em estabelecimentos comuns quanto como lembrança da necessidade de ampliar educação financeira e infraestrutura para que mais pessoas usufruam de maneira segura dos benefícios tecnológicos.