No coração do Sul do Brasil, a produção de arroz está passando por uma transformação significativa. Com o apoio do Plano Safra agricultores familiares estão modernizando suas lavouras e aumentando a produtividade, garantindo um futuro mais promissor para a agricultura regional.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 11 milhões de toneladas de arroz para a safra 2025/2026. Dessas, aproximadamente 7,82 milhões de toneladas devem ser produzidas no Rio Grande do Sul e 1,23 milhão em Santa Catarina representando cerca de 81,7% da produção nacional. Essa realidade reflete a importância estratégica da região para a cultura do arroz.
Investimentos em tecnologia e maquinário
Jair Bergmann Pereira, cooperado da Cresol Treze de Maio na agência de Urussanga, é um exemplo dessa transformação. Há cerca de 20 anos, ele começou a produzir arroz em apenas um hectare. Hoje, sua lavoura ocupa 12 hectares, com uma média de produção entre 2.200 e 2.300 sacas por safra.
O custeio do Pronaf uma das principais linhas do Plano Safra voltadas à agricultura familiar, tem sido fundamental para Jair. Com os recursos, ele conseguiu financiar a lavoura, adquirir insumos no momento certo e investir em um trator e outros equipamentos que transformaram a rotina da propriedade. “Com esse recurso na mão, nós conseguimos comprar os insumos à vista. Comprando à vista, o preço sai mais barato e o custo da lavoura diminui”, explica.
Marlon Padilha Descovi, agricultor e associado à Cresol Jacutinga (RS) desde 2012, também tem se beneficiado dos investimentos. Por meio das linhas de custeio e investimento do Pronaf, ele conseguiu escalar a produção, investir em tecnologias de preparo do solo, adquirir sementes e adubos de qualidade e comprar maquinários. “Conseguimos investir melhor nas tecnologias de preparo do solo para o cultivo, adquirir sementes e adubos de boa qualidade e também fazer investimentos em armazenagem de grãos e na compra de maquinários”, relata.
Agilidade e redução de custos operacionais
A tecnologia não significa apenas aumentar a produção; ela também ajuda a ganhar tempo, reduzir custos, melhorar a qualidade do trabalho e cuidar melhor da terra. Jair, por exemplo, relata que um serviço que antes levava cerca de três horas para ser realizado em um hectare hoje é concluído em aproximadamente duas. Além disso, o melhor preparo e o nivelamento do terreno contribuem para o uso mais eficiente da água na lavoura.
Marcos Gonçalves Maciel, gerente Agro da Cresol Treze de Maio, destaca que o arroz é uma cultura que exige investimento constante em máquinas e tecnologia. O acesso ao crédito por meio do Plano Safra permite que os produtores invistam em inovação e alcancem produtividades cada vez maiores, chegando, em algumas propriedades, a superar 200 sacas por hectare.
Plano Safra como instrumento para a agricultura familiar
Darlan Luís Lodéa, presidente da Cresol Jacutinga, ressalta que a força do arroz ultrapassa os limites das propriedades. A cultura movimenta fornecedores de insumos, comércio, armazenagem e beneficiamento, fazendo com que os resultados de uma safra tenham reflexos diretos nos municípios onde a produção acontece.
Para Darlan, o Plano Safra é um instrumento estratégico para fortalecer a agricultura familiar, contribuindo para o aumento da produtividade, da competitividade e da sustentabilidade no campo. Jair Bergmann Pereira destaca que esse apoio também está na forma como o agricultor é recebido e acompanhado, valorizando o atendimento próximo e o respeito ao produtor.



