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como a riachuelo usa blockchain para rastrear produtos e reforçar transparência

Em a Riachuelo reforçou o uso de tecnologia blockchain em sua cadeia de produção, lançando mais de 115 mil peças rastreadas. A medida visa dar ao consumidor acesso à trajetória do produto, da origem da matéria-prima até a chegada às lojas, além de consolidar compromissos públicos com sustentabilidade e transparência.

A companhia, listada na B3 sob o código RIAA3, comunicou esses números a investidores e destacou ganhos reputacionais em rankings do setor.

Ainda assim, a empresa não entrou em pormenores técnicos sobre a arquitetura do sistema de rastreamento nem sobre parceiros tecnológicos envolvidos.

O que significa rastrear peças com blockchain

Ao aplicar registros distribuídos, a marca cria uma identidade digital para cada item, ou um conjunto de dados imutáveis que acompanha o produto ao longo da cadeia. Na prática, isso permite que o consumidor consulte informações verificáveis — como a origem da fibra, etapas de processamento e pontos logísticos — por meio de códigos ou QR codes presentes nas etiquetas.

Esse tipo de solução busca enfrentar problemas crônicos da indústria têxtil, como falta de visibilidade sobre fornecedores, dificuldades para verificar conformidade trabalhista e ambiental e a circulação de produtos falsificados. Além disso, um registro imutável facilita a certificação de coleções limitadas e a gestão de recalls ou auditorias.

Impactos no posicionamento e na sustentabilidade

Segundo comunicado da empresa, o investimento em transparência contribuiu para uma melhora significativa em avaliações públicas: a Riachuelo subiu quatro posições no Índice de transparência da Moda Brasil , alcançando a 7ª colocação entre 59 marcas avaliadas. Seus dados públicos obtiveram 57% de pontuação, bem acima da média geral, que foi de 24%.

Esses resultados reforçam que iniciativas de rastreabilidade podem gerar retorno além da conformidade — influenciando a percepção do consumidor, facilitando parcerias e ampliando a confiança de stakeholders. Para empresas de varejo, a transparência se torna um componente estratégico na construção de valor de marca.

Limitações e perguntas em aberto

Embora os números sejam expressivos, permanecem lacunas informativas: a Riachuelo não detalhou se a solução é pública ou permissionada, quais dados são imutáveis no registro, nem como garante a privacidade e a veracidade das informações fornecidas por fornecedores. Esses detalhes são relevantes para avaliar o grau real de confiança que a tecnologia proporciona.

Do ponto de vista operacional, saber como a rastreabilidade é integrada aos sistemas de ERP, logística e pontos de venda ajuda a entender a escalabilidade do projeto e o potencial de expansão para novas linhas ou todos os produtos da empresa.

Contexto de mercado e adoção no varejo

O caso da Riachuelo é parte de uma tendência mais ampla: grandes varejistas estão adotando soluções baseadas em blockchain para combater fraudes, melhorar compliance e responder à demanda por transparência dos consumidores. A tecnologia, criada no contexto do bitcoin, ganhou aplicações industriais que usam a característica de imutabilidade dos registros para rastrear bens físicos.

Para os clientes, a rastreabilidade traduz-se em maior capacidade de decisão: quem compra pode verificar se o produto segue critérios sustentáveis, entender o impacto ambiental e confirmar informações sobre condições de trabalho na cadeia produtiva. Para as marcas, isso significa maior responsabilidade e, potencialmente, diferenciação competitiva.

Perspectivas e próximos passos

Com a mudança de nome comercial — a companhia deixou de usar o nome Guararapes Confecções e trocou o antigo ticker GUAR3 no início de fevereiro —, a Riachuelo sinaliza uma nova fase de imagem em que a tecnologia aparece como elemento integrador. O desafio agora é ampliar a transparência técnica: publicar metodologias, auditorias independentes e indicadores que comprovem a robustez do sistema.

Se a empresa divulgar detalhes sobre governança dos dados, critérios de validação dos fornecedores e a interoperabilidade com outros players do setor, o projeto tende a ganhar credibilidade. Enquanto isso, a iniciativa já serve como exemplo de como o varejo pode combinar tecnologia e práticas sustentáveis para responder a exigências de consumidores e reguladores.

Autor do comunicado à imprensa: Bruno Costa, profissional com atuação em coberturas sobre DeFi e ativos digitais, que acompanha a evolução de aplicações de blockchain no Brasil e na América Latina.

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