A Base chega a 2026 com um roteiro ambicioso: consolidar uma economia global onchain onde ativos e fluxos financeiros circulem de forma contínua. Em 2026 a rede registrou marcos expressivos — processou mais de US$ 17 trilhões em volume de stablecoins, integrando 26 moedas locais e operando em 17 países, além de financiar 50 equipes pelo programa Base Batches. O aplicativo Base App foi lançado e expandido para 140 países, e a plataforma afirma ter virado referência para negociação à vista de BTC onchain.
Esses números antecedem decisões técnicas e estratégicas para 2026. A equipe da Base também está redesenhando sua base de código para ganhar autonomia em relação ao ecossistema da Optimism — uma transição que procura oferecer maior independência e escalabilidade. Ao mesmo tempo, novas demandas surgem: transformar stablecoins em uma camada financeira barata e imediata, permitir a tokenização de qualquer ativo e facilitar que desenvolvedores e agentes automatizados criem e participem desses mercados.
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Prioridades para 2026: mercados, pagamentos e builders
O plano público da Base para o ano organiza esforços em três frentes. Primeiro, construir infraestrutura de mercados onchain capaz de hospedar desde ações tokenizadas até mercados de previsões e contratos perpétuos. Segundo, escalar pagamentos com stablecoins para que sejam instantâneos, baratos e com melhores controles de privacidade. Terceiro, transformar a rede num ambiente de referência para desenvolvedores e agentes, com ferramentas, padrões e incentivos que acelerem a implantação de aplicações. Essas prioridades apontam para uma visão em que ativos, liquidez e infraestrutura convergem de forma contínua.
Mercados tokenizados e infraestrutura de liquidação
A Base quer que qualquer ativo do mundo possa ser representado e negociado onchain. Para isso, a rede propõe atualizações no nível de cadeia: novos padrões e ERCs para contas inteligentes e tokens, otimizações de execução e caminhos para liquidações em menos de um segundo com custo inferior a um centavo por operação. A ideia é oferecer um ambiente onde tokenização — a representação digital de ativos reais — seja segura, padronizada e rentável, permitindo emissão nativa, negociação à vista, mercados de derivativos e produtos de previsão.
Ativos e tipos de mercados
Além de ampliar suporte a classes tradicionais como ações e commodities, a Base foca em mercados nativos de cripto: perpétuos, prediction markets e mercados emergentes ligados a criadores e protocolos. O objetivo é que o Base App funcione como um ponto único para descobrir e negociar milhões de ativos 24/7, com ferramentas sociais para seguir traders, analisar tendências e gerenciar portfólios diretamente na interface.
Pagamentos com stablecoins: velocidade, privacidade e liquidez
As stablecoins estão no centro da visão da Base como uma camada financeira da internet. Para isso, a cadeia será atualizada com suporte a princípios de privacidade, abstração nativa de contas e a possibilidade de pagar taxas em stablecoins. Também há planos de incorporar funcionalidades de protocolo para memorandos, políticas e recompensas que facilitem pagamentos programáveis. Paralelamente, a rede pretende expandir a liquidez de stablecoins vinculadas a várias moedas locais, simplificando operações de câmbio, empréstimos e financiamento sobre garantias tokenizadas.
Experiência do usuário e produtos financeiros
Na camada de aplicação, o esforço é tornar o Base App a forma mais simples de guardar, gastar e emprestar USDC e outras moedas estáveis. Funcionalidades previstas incluem rendimentos sobre saldo, cartões de gasto e empréstimos colateralizados por ativos tokenizados. O objetivo prático é que usuários comuns e empresas usem stablecoins como dinheiro cotidiano, com operações rápidas e custos mínimos.
Ecossistema de builders e agentes automatizados
Um terceiro pilar é fortalecer o ambiente para desenvolvedores e agentes. A Base planeja introduzir contas inteligentes nativas para agentes, documentação e acesso a interfaces como o CLIMCP, além de padrões técnicos (por exemplo, x402) que facilitem integrações. Programas como Base Batches, conselhos de builders e incentivos de liquidez devem acelerar a formação de equipes e modelos de negócio escaláveis, enquanto códigos como ERC8021 e painéis de análise ajudam a medir e premiar quem traz usuários e volume.
Ao combinar essas frentes, a Base pretende alimentar um ciclo virtuoso: desenvolvedores criam mercados, mercados atraem usuários, stablecoins liquefazem pagamentos e agentes de IA operam como participantes autônomos. A ambição é que essa economia seja construída de forma aberta e colaborativa, com espaço para inovação comunitária e governança distribuída.
