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17 outubro 2026

Coalizão no Piauí: PSDB, PL e aliados apoiam Flávio Bolsonaro

PSDB e outras siglas unem forças no Piauí para impulsionar Flávio Bolsonaro rumo ao segundo turno.

Coalizão no Piauí: PSDB, PL e aliados apoiam Flávio Bolsonaro

Com a aproximação do segundo turno da eleição presidencial, o PSDB do Piauí oficializou seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O gesto foi anunciado pelo presidente estadual da legenda, Jorge Lopes que destacou a necessidade de unir as forças para ampliar a votação do candidato no estado. Em coletiva, Lopes repetiu a frase: “É importante unir as forças neste segundo turno”, enfatizando a estratégia conjunta das legendas de oposição.

A articulação contou com representantes do PLNovoPodemos e Democracia Cristã que, segundo Lopes, visam construir uma agenda comum de campanha. O objetivo declarado é reduzir a vantagem de Lula no Piauí, que já se mostrava confortável após o primeiro turno. Além dessas siglas, Lopes citou ainda o Progressistas e o União Brasil como parceiros alinhados à candidatura de Flávio.

Aliança de oposição no Piauí

A formação da coalizão incluiu, também, a Cidadania representada pela candidata ao governo estadual, Dra. Lúcia Santos que já havia manifestado apoio a Flávio após o primeiro turno. No âmbito nacional, o PSDB decidiu liberar seus filiados para escolher entre os candidatos, publicando nota no dia 8 que apontava divisão entre neutralidade e apoio ao senador, enquanto uma minoria defendia Lula.

Um ponto controverso citado por Lopes foi o uso dos R$ 22 bilhões de empréstimos estaduais, que, segundo ele, foram distribuídos entre vereadores para obras como calçamento e asfalto, gerando a percepção de “amordaçamento” das lideranças do interior. Essa crítica reforça a narrativa de que a oposição precisa se mobilizar para romper o que ele definiu como “amordaçamento” das lideranças locais.

Jorge Lopes e o discurso de libertação

Na quinta-feira, 15 de outubro, durante um encontro na sede do Partido Liberal (PL) em Teresina, Jorge Lopes fez declarações enfáticas sobre o momento político do estado. “Agora é hora da libertação do povo do Piauí”, proclamou, indicando que o segundo turno representa uma oportunidade de mudança para a população piauiense. O dirigente também destacou o papel do presidente estadual do PL, Tiago Junqueira na articulação entre as diferentes siglas.

“A união é que faz a força”, completou Lopes, ecoando um ditado popular que, para ele, sintetiza a estratégia de reunir PSDB, Democracia Cristã, Novo, PL, União Brasil e Progressistas em torno de uma única meta: a vitória de Flávio Bolsonaro. O dirigente antecipou surpresas para o dia 25 de outubro, acreditando que a força da coalizão pode alterar o resultado esperado pelos grupos governistas.

Contexto nacional e repercussão no PSDB

O apoio de Jorge Lopes se insere em um processo de reorganização interna do PSDB no estado. Enquanto a diretoria estadual converge para Flávio Bolsonaro, a liderança nacional mantém uma postura mais flexível, permitindo que cada diretório escolha seu candidato. A nota divulgada no dia 8 descreve que a maioria dos diretórios ainda permanecia indecisa entre neutralidade e apoio ao senador, refletindo a diversidade de posicionamentos dentro do partido.

Além disso, a participação de Lúcia Santos como candidata da federação PSDB/Cidadania ao governo piauiense reforça a coerência da aliança local, já que ela também manifestou apoio ao senador após o primeiro turno. Essa convergência entre figuras estaduais e nacionais evidencia um esforço coordenado para transformar a disputa de 25 de outubro em uma vitória para a bancada da oposição no Piauí.