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Cilada Cripto: ferramenta criada por policial para auxiliar vítimas e advogados

A crescente disseminação de fraudes envolvendo ativos digitais tem pressionado vítimas e operadores do direito a buscar soluções práticas. Para responder a essa demanda, o policial civil Cláudio Pinheiro da Costa, do estado do Pará, desenvolveu a plataforma Cilada Cripto.

Lançada como um recurso de apoio, a iniciativa combina informações técnicas e orientações jurídicas para ajudar pessoas lesadas por esquemas envolvendo criptomoedas.

O projeto foi divulgado publicamente em 24/02/e tem como objetivo preencher lacunas no atendimento institucional a fraudes financeiras online. Além de oferecer material educativo, a Cilada Cripto foi pensada para ser uma ponte entre vítimas, advogados e órgãos de investigação, acelerando procedimentos e esclarecendo termos complexos do universo cripto.

Por que surgiu a Cilada Cripto

A criação da plataforma decorre da constatação de um problema recorrente: muitas vítimas não sabem como formalizar denúncias ou como preservar evidências digitais. Segundo o idealizador, Cláudio Pinheiro da Costa, a falta de preparo técnico em parte das instituições públicas e a complexidade das transações em blockchain contribuem para a impunidade dos criminosos. A blockchain é aqui tratada como o registro público e imutável das movimentações, o que exige procedimentos específicos para coleta de provas.

Para suprir essa necessidade, a plataforma reúne guias práticos, checklists para preservar informações e modelos de documentos que auxiliam advogados a instruírem pedidos junto às autoridades competentes. O foco é garantir que desde o primeiro contato com a polícia ou com o judiciário a vítima esteja munida de dados relevantes e de um roteiro técnico-jurídico eficiente.

Funcionalidades e público-alvo

A Cilada Cripto não se limita a instruções básicas; ela oferece ferramentas pensadas para dois públicos principais: as vítimas de golpes e os profissionais do direito que as assistem. Para vítimas, há orientações sobre como identificar sinais de fraude, preservar conversas e extratos, e registrar ocorrências. Para advogados, a plataforma disponibiliza modelos de petição, mapas de transações e explicações sobre termos técnicos que costumam aparecer em processos envolvendo moedas digitais.

Recursos técnicos

Entre os recursos técnicos estão tutoriais sobre como obter comprovantes de transferência em exchanges, como gerar relatórios de movimentação e como requisitar informações às plataformas de custódia. O uso de provas digitais é detalhado para que sejam aceitas em procedimentos policiais e judiciais, explicando formatos, metadados e a cadeia de custódia necessária para preservar a validade das evidências.

Recursos jurídicos

No âmbito jurídico, a plataforma traz modelos e orientações sobre a qualificação dos fatos (estelionato, lavagem de dinheiro etc.), além de caminhos para medidas cautelares que possam congelar ativos ou identificar contas. Há também orientações sobre atuação extrajudicial — contato com exchanges, bloqueio de carteiras e negociações para tentativa de ressarcimento — sempre com ênfase na documentação adequada.

Impacto esperado e colaboração com a sociedade

A proposta do policial idealizador é tornar mais célere o atendimento às vítimas e fortalecer a capacidade investigativa dos órgãos públicos. Ao oferecer um repertório técnico-jurídico padronizado, espera-se reduzir erros comuns no registro de ocorrências e aumentar o índice de casos encaminhados com material probatório suficiente para apuração.

Outra dimensão importante é a colaboração entre atores: a Cilada Cripto busca articular advogados, delegacias especializadas, órgãos reguladores e plataformas de câmbio. Essa rede pretende facilitar solicitações de dados, práticas de bloqueio emergencial e intercâmbio de informações que, muitas vezes, ficam travadas por questões processuais ou falta de conhecimento técnico.

Como acessar e o que considerar

A plataforma apresenta conteúdo aberto e orientações práticas, mas não substitui o trabalho de advogados ou de investigação policial formal. Usuários devem considerar que cada caso tem nuances e que a atuação profissional continua sendo necessária para medidas judiciais ou negociações complexas. Ainda assim, a Cilada Cripto serve como um primeiro roteiro confiável que aumenta as chances de resultados positivos.

Se você ou alguém que conhece foi vítima de golpe com criptomoedas, a recomendação é documentar tudo desde o primeiro contato com o golpista, seguir os checklists disponibilizados e procurar orientação jurídica especializada. A divulgação da iniciativa em 24/02/trouxe atenção ao tema e evidencia a urgência de soluções práticas para um problema que afeta cada vez mais pessoas.

Fonte original: Livecoins (publicação de 24/02/). A Cilada Cripto é um exemplo de ação prática que une conhecimento técnico e jurídico para enfrentar fraudes no universo das criptomoedas.