A sede da Procuradoria-Geral da República (PGR) em Brasília será palco do Chainalysis Nodes Brasil 2026 no dia 12 de maio, um encontro dirigido a especialistas que tratam de ilícitos financeiros envolvendo criptoativos. Organizado pela Chainalysis em parceria com autoridades nacionais, o evento reúne procuradores, integrantes das forças de segurança, reguladores e representantes de empresas do setor para uma agenda voltada ao rastreio de bitcoin e à regulação. Com o apoio oficial do Ministério Público Federal (MPF) e patrocínio de empresas como TechBiz Forense Digital e Cellebrite, a iniciativa promete combinar teoria regulatória e aplicação prática.
O formato prioriza debates técnicos e oficinas práticas, favorecendo o intercâmbio entre órgãos estatais e o mercado. As vagas são limitadas a um público especializado — principalmente instituições financeiras e empresas do ecossistema cripto — e o credenciamento será feito no foyer do Auditório JK, com abertura programada para as primeiras horas da manhã. Além de discutir políticas públicas, o encontro tem como objetivo afinar mecanismos de cooperação entre agentes de investigação e operadores do setor, sempre com atenção à eficiência das medidas sem tolher inovações tecnológicas.
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Programação e temas centrais
A programação da manhã concentra-se em painéis sobre regulação dos criptoativos, envolvendo procuradores e representantes das forças de segurança que vão analisar estratégias de combate a fraudes e lavagem de dinheiro. Entre os tópicos previstos estão o impacto das normas no funcionamento das plataformas de câmbio e a operacionalização de fiscalizações coordenadas. O debate busca também identificar lacunas na legislação e práticas administrativas que dificultem a persecução criminal, em especial quando há circulação de recursos em plataformas descentralizadas ou em transações transfronteiriças.
Painéis matinais
No primeiro bloco será abordada a cooperação jurídica internacional e a articulação entre operadores portugueses, latino-americanos e autoridades brasileiras, com ênfase em procedimentos para requisição de dados e assistência jurídica mútua. A regulação nacional dos criptoativos aparece em destaque antes do intervalo do almoço, considerando o contexto do Marco dos Criptoativos e a Lei nº 14.478/2026, atualmente sob competência do Banco Central do Brasil (BCB). Reguladores apresentarão resultados de operações recentes e lições aprendidas, visando traduzir operações técnicas em protocolos mais claros para investigações.
Oficinas práticas e técnicas de rastreio
À tarde está prevista uma oficina prática dedicada ao rastreio em blockchain, com demonstrações sobre como mapear fluxos de transações em redes públicas e como articular requisições de dados a plataformas. O painel de apurações em blockchain explorará métodos para obter informações on-chain e off-chain, e explicará a sequência procedimental para medidas como quebra de sigilo e medidas assecuratórias. As discussões também vão avaliar o impacto dessas ações nas corretoras e nos usuários locais, buscando equilibrar proteção de direitos e eficácia investigativa.
Capacitação técnica
Os participantes terão acesso a casos práticos e ferramentas que auxiliam na identificação de padrões atípicos e na correlação de dados, fortalecendo a capacidade das forças de segurança de atuar com precisão em crimes financeiros envolvendo criptoativos. Patrocinadores com foco em forense digital apoiam a parte técnica, enquanto a agenda elaborada pela Chainalysis oferece frameworks para operacionalizar investigações. O intercâmbio entre público e privado é pensado para ampliar a base técnica das instituições sem comprometer a observância de garantias legais.
Colaboração entre setor público e privado
O evento consolida a aproximação entre reguladores e empresas de criptomoedas, especialmente após a chegada das primeiras normas do Marco dos Criptoativos. A reunião na PGR é representativa de uma tendência de maior diálogo para criar um ambiente de controle que não inviabilize inovações. Iniciativas conjuntas demonstram avanço no debate sobre bitcoin e outras moedas digitais no país, promovendo troca de experiência e alinhamento de procedimentos operacionais. O encerramento deverá apontar caminhos práticos para fortalecer a proteção do ecossistema sem bloquear iniciativas legítimas de mercado.
