O mercado de criptomoedas está sob pressão, com o Bitcoin registrando quedas expressivas nas últimas 24 horas e no acumulado semanal. Essa desvalorização é impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo a aversão ao risco e a resiliência da economia dos Estados Unidos.
Os dados de emprego nos EUA, divulgados recentemente, superaram as expectativas, indicando um mercado de trabalho aquecido. Esse cenário sugere que o Federal Reserve pode manter as taxas de juros inalteradas, o que pressiona ativos de risco como as criptomoedas.
Fatores que contribuem para a queda do Bitcoin
Além dos dados econômicos, outros elementos estão contribuindo para a cautela no mercado. A retirada de recursos de ETFs de Bitcoin e a redução de posições alavancadas têm enfraquecido o fluxo institucional. Além disso, a venda de uma pequena parcela de bitcoins por uma empresa de destaque no setor foi interpretada como um sinal negativo.
As tensões no Oriente Médio também têm aumentado a pressão sobre o ativo. Quase US$ 4 bilhões em posições compradas foram liquidados nos últimos dias, enquanto os ETFs de Bitcoin registraram retiradas superiores a US$ 4,4 bilhões.
Análise técnica do Bitcoin
No gráfico diário, o Bitcoin acelerou a queda após falhar na tentativa de recuperar a tendência de alta na região dos US$ 82.850. Desde então, o ativo perdeu força, rompeu suportes e voltou a negociar abaixo da faixa dos US$ 70.000.
A criptomoeda segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés baixista no curto prazo. O IFR de 14 períodos marca 18,55 pontosindicando condição extrema de sobrevenda. Esse indicador mostra que o mercado já está bastante esticado após a queda recente, o que pode favorecer repiques técnicos ou movimentos de alívio.
Principais suportes e resistências
O principal suporte permanece na faixa dos US$ 60.000. Caso esse nível seja perdido, o Bitcoin pode ampliar o movimento corretivo em direção aos próximos suportes em US$ 52.550US$ 49.000US$ 43.880 e US$ 41.620.
Para iniciar uma recuperação mais consistente, a criptomoeda precisa superar as resistências em US$ 65.000 e US$ 70.466. Acima dessas regiões, o ativo poderia buscar US$ 74.550US$ 78.200US$ 82.850 e US$ 84.650.
Perspectivas de médio prazo
No gráfico semanal, a leitura ainda exige cautela. Desde a máxima histórica de US$ 126.199o Bitcoin passou a formar topos e fundos descendentes, caracterizando uma tendência de baixa no médio prazo.
Atualmente, a criptomoeda negocia próxima dos US$ 63.000 e segue pressionada abaixo das médias móveis. O IFR de 14 períodos marca 34,48 pontosem região neutra, mas já próximo da sobrevenda, refletindo o enfraquecimento do momentum comprador.
A região dos US$ 60.000 continua sendo o principal suporte do mercado. A perda dessa faixa pode acelerar o fluxo vendedor e abrir espaço para quedas em direção a US$ 52.550US$ 49.000US$ 38.555 e US$ 31.804.
Para sinalizar uma recuperação mais consistente, o Bitcoin precisará voltar a negociar acima das médias móveis e superar as resistências em US$ 74.000 e US$ 82.850. Acima dessas regiões, os próximos objetivos passam por US$ 97.925US$ 116.400 e novamente a máxima histórica em US$ 126.199.



