O bilionário mexicano Ricardo Salinas voltou a recomendar a compra de Bitcoin durante um período de queda nos preços. Nas redes sociais, Salinas declarou que a desvalorização atual representa uma oportunidade para investidores que desejam proteger patrimônio contra a inflação e exercer maior controle sobre seus ativos.
Além da mensagem pública de Salinas, figuras conhecidas como Robert Kiyosaki também têm declarado postura de compra enquanto há pânico no mercado.
Paralelamente, histórias anteriores mostram que o próprio Salinas sofreu com fraudes vinculadas a operações financeiras complexas envolvendo empréstimos garantidos por ações.
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Por que Salinas recomenda comprar bitcoin
Salinas, apontado pela lista de bilionários da Forbes com patrimônio estimado em US$ 5,8 bilhões, disse que investir em Bitcoin é uma forma de “proteger seu dinheiro contra a inflação”. Em 2026, o empresário chegou a afirmar que cerca de 70% de seu patrimônio estava alocado em criptomoedas, evidenciando sua convicção em ativos escassos como alternativa ao dinheiro tradicional.
Na visão do empresário, mantida em post em 22 de fevereiro de 2026, o Bitcoin permite autonomia financeira: quem o detém precisa aprender a custodiar suas chaves, reduzindo dependência de intermediários. Salinas lembra que a segurança declarada por bancos nem sempre reflete risco zero — mesmo sendo dono de uma instituição financeira e de milhões de clientes.
Contexto macroeconômico que ajuda a explicar a queda
Desde o início do ano a criptomoeda acumulou queda relevante no mercado, com variações que chegaram a reduzir milhares de dólares do preço. Analistas atribuem parte do movimento a fatores macroeconômicos, incluindo decisões de política monetária e pressões comerciais internacionais. Esses elementos influenciam o apetite por risco e, por consequência, a volatilidade do mercado cripto.
Outros defensores: Robert Kiyosaki e a estratégia de comprar no pânico
O autor de Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kiyosaki, também declarou que está acumulando mais Bitcoin enquanto o preço cai, afirmando que as quedas podem representar os melhores momentos para construir riqueza. Em mensagem publicada em uma terça-feira (17), ele citou possuir ouro, prata, Ethereum e Bitcoin, e que aumentaria suas compras à medida que o mercado entrasse em pânico.
Kiyosaki ressalta uma limitação ofertada pela oferta fixa do ativo: só existem 21 milhões de bitcoins. Esse argumento tem sido utilizado por investidores que veem na escassez um fator de preservação de valor no longo prazo, apesar da volatilidade no curto prazo.
Riscos e contrapontos
Embora reiterem confiança, tanto Salinas quanto Kiyosaki lidam com riscos inerentes ao mercado. Volatilidade, mudanças regulatórias e eventos macroeconômicos podem ampliar perdas temporárias. Para investidores individuais, especialistas recomendam estratégia alinhada ao perfil de risco e atenção à custódia das chaves privadas, evitando depender exclusivamente de terceiros.
O episódio de fraude envolvendo empréstimos contra ações
Além do posicionamento pró-Bitcoin, o histórico de Salinas inclui uma complexa disputa sobre operações de empréstimo garantidas por ações. Em 2026, segundo relatos, o empresário buscou alavancagem para apostar em criptomoeda usando ações de sua companhia como garantia. O negócio envolveu entidades e nomes que, depois, foram questionados — e Salinas afirmou ter sido vítima de um esquema que resultou na perda e venda das ações oferecidas como colateral.
O caso chamou atenção para vulnerabilidades do mercado de empréstimos de ações: contratos privados, escolha do custodiante pelo credor e jurisdições diversas podem expor até investidores experientes a riscos de execução e litígio internacional. Salinas levou a disputa aos tribunais e afirmou tratar o caso como uma questão de princípio, ressaltando que a situação revela brechas que podem afetar outros investidores.
Aprendizados para investidores
Do episódio e das mensagens públicas é possível extrair lições práticas: primeiro, a importância de entender plenamente contratos e contrapartes antes de oferecer ativos como garantia; segundo, a necessidade de dominar os conceitos de custódia e segurança digital; e terceiro, que oportunidades em mercado em queda exigem disciplina, gestão de risco e conhecimento técnico para evitar armadilhas.
