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Bilionário Druckenmiller compra ações do ETF do Brasil (EWZ) e reduz exposição à Argentina

Nos documentos regulatórios divulgados referentes ao trimestre encerrado em 31 de dezembro, o fundo ligado a Stanley Druckenmiller, o Duquesne Family Office, registrou aquisições significativas no ETF que replica ações brasileiras negociadas em Nova York, o iShares MSCI Brazil ETF (EWZ). Essas compras ocorreram pouco antes de uma recuperação acentuada do produto financeiro, que se beneficiou de um câmbio mais favorável e de alta nas commodities.

Ao mesmo tempo, os registros mostram que o fundo eliminou participações em fundos argentinos e em determinados papéis individuais, sinalizando uma realocação geográfica e setorial da carteira.

Os movimentos atraíram atenção devido ao histórico do investidor e ao momento do mercado.

O que foi comprado e o tamanho da posição

Segundo os arquivos, o Duquesne adicionou aproximadamente 3,5 milhões a 3,6 milhões de cotas do EWZ no período de três meses até 31 de dezembro. Em termos de mercado, a posição tinha valor relevante ao fim do trimestre, representando uma parcela material da carteira do family office. Além da compra direta de cotas, houve registro de aquisições de opções de compra sobre o próprio ETF, indicando estratégias tanto para exposição direcional quanto para alavancagem controlada.

Vendas e realocação: menos Argentina, menos Nubank

Paralelamente às compras no EWZ, o fundo se desfez de sua participação no ETF Global X MSCI Argentina e liquidou posições em ações que antes compunham a carteira, entre elas participações em empresas listadas que atraíram atenção por sua volatilidade. A decisão de sair do ETF argentino reflete uma mudança geográfica na alocação, com maior preferência por ativos brasileiros naquele período.

Motivações macro e setoriais

Os catalisadores citados para a retomada de ativos no Brasil incluíram um dólar mais fraco e o avanço nos preços de commodities, fatores que beneficiam empresas exportadoras e mineradoras. Esses elementos, combinados com expectativas de cortes nas taxas de juros na maior economia da América do Sul, melhoraram o apetite por ações locais entre gestores internacionais, que frequentemente utilizam o EWZ como veículo de entrada.

Efeitos no desempenho do ETF

O EWZ registrou uma alta expressiva em janeiro, com valorização de cerca de 17% no mês mais forte desde 2026, segundo apurações de mercado. Esse avanço proporcionou ganhos de dois dígitos para nomes com grande peso no índice, como companhias do setor de mineração e de energia, que são sensíveis aos preços das matérias‑primas e ao câmbio.

Contexto de mercado e repercussão

Especialistas e relatórios institucionais indicaram aumento do interesse de investidores globais pela América Latina, especialmente pelo Brasil, no início do ano. Estudos de investidores institucionais apontaram que muitos gestores multiativos estão tomando posições no mercado brasileiro usando o EWZ como instrumento de fácil exposição, buscando diversificação além dos mercados dos Estados Unidos.

Além disso, sondagens com administradores de fundos sugeriram expectativas positivas para o índice de referência local, o Ibovespa, impulsionando fluxos estrangeiros e maior liquidez nas ações mais negociadas. Essas condições facilitaram a execução das operações observadas nos registros do Duquesne Family Office.

O que isso significa para investidores

Para investidores individuais e gestores, a movimentação de um nome de peso como Druckenmiller serve tanto como indicador de sentimento quanto como modelo de realocação tática. A compra de cotas e de derivativos sobre o EWZ sugere confiança em recuperação macroeconômica e na performance das grandes empresas brasileiras, ao passo que a saída de ativos argentinos e posições específicas demonstra uma preferência por menor exposição a riscos locais ou por ajustes de carteira.

Esses passos exemplificam como gestores institucionais reequilibram carteiras diante de mudanças no cenário macro e nas expectativas de mercado.

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