A Aura Minerals (AURA33) anunciou nesta quinta-feira (18) um programa de recompra de ações no valor de até US$ 200 milhões. Essa decisão ocorre em um cenário de desvalorização do papel, que acumula uma queda de 40% em relação às máximas do ano, registradas em abril.
Em um comunicado oficial, o CEO Rodrigo Barbosa destacou a disciplina de capital e a criação de valor como pilares da estratégia da empresa. Ele ressaltou que a Aura Minerals tem combinado pagamentos robustos de dividendosrecompras oportunísticas de ações e iniciativas de crescimento com disciplina financeira.
A estratégia de remuneração aos acionistas
Barbosa também destacou o histórico de retorno ao acionista da companhia. Em 2026, o retorno chegou a 13%enquanto em 2026 e 2026 foi de 6%. Nos anos de 2026 e 2026, as distribuições apresentaram yields frequentemente superiores a 6% e 9%respectivamente. O último pagamento representou um yield de 4,5%após a distribuição de US$ 0,78 por ação.
“Esta nova iniciativa de recompra reflete a confiança que temos em nosso momentum operacional e na forte geração de caixa proveniente de nossa base de produção em expansão”, afirmou Barbosa. Ele reforçou que a estratégia da empresa permanece inalterada, com foco no crescimento sustentável através do desenvolvimento de projetos greenfield.
“Continuamos a impulsionar o crescimento sustentável por meio do desenvolvimento de projetos greenfield, extensões da vida útil das minas (LOM), expansão de recursos e reservas e aquisições seletivas”, declarou o CEO. “Ao devolver capital de forma flexível, sem comprometer nosso pipeline de crescimento, priorizamos a criação de valor de longo prazo para nossos investidores à medida que avançamos sob a cultura Aura 360.”
O impacto do conflito no Oriente Médio
Em um relatório recente, a XP destacou que, desde o início do conflito no Oriente Médioos ativos ligados ao ouro têm apresentado elevada volatilidade. O ouro registrou uma queda de 21%enquanto o índice GDX caiu 25%. Esses movimentos refletem os riscos inflacionários para o ambiente global de juros, especialmente nos Estados Unidos.
No caso específico da Aura Minerals, as ações caíram 25% desde o início do conflito, acumulando uma queda de 40% em relação às máximas recentes. Apesar desse cenário, os analistas da XP consideram que a atual desvalorização representa um ponto de entrada atrativo para investidores.
Potencial de valorização e gatilhos operacionais
Os analistas destacam que há potencial de valorização para os preços do ouro, com a elevada alavancagem do equity da Aura ao metal. À medida que as tensões entre os Estados Unidos e o Irã diminuem, a empresa pode se beneficiar de uma melhora no momentum.
Além disso, o balanço confortável da Aura Minerals deve abrir espaço para novas operações de fusões e aquisiçõescom potencial de geração de valor. Os analistas também ressaltam que os gatilhos operacionais permanecem intactos, incluindo o projeto underground de Almaso turnaround da MSGo avanço do projeto Era Dorada e a potencial inclusão da Aura em ETFs ligados ao ouro.



