Uma au pair brasileira foi sentenciada a 10 anos de prisão nos Estados Unidos depois de confessar envolvimento em dois homicídios que ocorreram na residência da família onde trabalhava. A jovem, identificada nos autos como Juliana Peres Magalhães, apresentou em audiência detalhes sobre como foi atraída para o esquema, a dinâmica dos crimes e a estratégia utilizada pelos acusados para incriminar terceiros.
Nos relatos prestados perante a Justiça, a ré descreveu um conjunto de ações premeditadas que envolvia perfis falsos em redes sociais, preparação logística e treinamentos com arma de fogo. A audiência que trouxe essas informações ocorreu em janeiro de 2026, e a condenação foi divulgada posteriormente, com repercussão na imprensa.
Origem do caso e o plano descrito pela ré
Juliana mudou-se dos arredores de São Paulo para os Estados Unidos como parte de um programa de au pair, passando a residir na casa do casal Banfield, em Fairfax, Virgínia. Ela afirmou que, ao longo do convívio, desenvolveu um relacionamento íntimo com o marido, Brendan Banfield, e que conversas entre os dois evoluíram para a elaboração de um plano que visava livrar Brendan da esposa, Christine.
Segundo a versão da ré, a estratégia incluía atrair um terceiro para a residência por meio de um perfil falso em uma rede social de sadomasoquismo, com o objetivo de que esse estranho pudesse ser apontado como autor do crime. O homem escolhido, identificado como Joseph Ryan, teria sido convencido a levar objetos que pudessem incriminá-lo, como algemas e facas.
Preparação e execução
Os depoimentos e provas reunidas pelos investigadores apontam que os envolvidos se prepararam
