O Departamento de Comércio e Assuntos do Consumidor (DCCA) do Havaí divulgou um aviso público que chama atenção para o aumento de fraudes envolvendo criptomoedas em plataformas da Meta, especialmente no Facebook e no Instagram. Segundo o comunicado, golpistas aproveitam a visibilidade e o alcance desses canais para atrair pessoas com promessas de ganhos rápidos.
O alerta, publicado em 18/04/2026, ressalta que usuários menos experientes são o principal alvo e que a sofisticação das técnicas tem crescido, tornando as armadilhas mais difíceis de identificar.
As autoridades destacam o uso de vídeos manipulados por inteligência artificial e de contas falsas para criar uma aparência de credibilidade. Mana Moriarty, diretora do DCCA, aconselha cautela diante de ofertas que garantem lucro e incentiva a verificação de fontes antes de transferir qualquer quantia. O órgão alerta ainda que muitas campanhas publicitárias fraudulentas levam a grupos fechados em aplicativos como WhatsApp e Telegram, onde a pressão para investir aumenta.
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Como funcionam os golpes
Os esquemas descritos pelo DCCA costumam começar com anúncios bem produzidos nas redes sociais que redirecionam interessados para páginas ou comunidades privadas. Ali, os golpistas apresentam corretoras e plataformas de investimento aparentemente legítimas. É comum o uso de plataforma de negociação clonada que simula operações reais, exibindo lucros fictícios para ganhar confiança. Nos primeiros saques, vítimas costumam receber valores pequenos, reforçando a sensação de segurança; em seguida, o dinheiro principal é bloqueado e surgem exigências de taxas ou impostos inexistentes para liberar o saldo.
Uso de celebridades e deepfakes
Um método recorrente envolve a exploração da imagem de pessoas famosas sem autorização: vídeos e montagens com rostos conhecidos são usados como isca para dar legitimidade ao esquema. A tecnologia de deepfakes amplia esse risco ao produzir clipes convincentes que sugerem recomendações de celebridades ou especialistas. Como resultado, investidores desatentos podem ser persuadidos a seguir indicações falsas, transferindo fundos para carteiras controladas pelos criminosos.
Construção de confiança e extorsão
Além das técnicas visuais, golpistas investem em relacionamento para criar vínculos emocionais com as vítimas. Um suposto “analista” acompanha o investidor, orienta operações e sugere depósitos adicionais. Quando a vítima tenta sacar valores maiores, o suporte falso inventa tarifas ou impostos para liberar o montante — e, muitas vezes, o procedimento exige transferências via caixas eletrônicos de criptomoedas, transações que são irreversíveis e difíceis de rastrear. Em seguida, o contato desaparece ou passa a exigir mais quantias sob ameaça de perda total.
Como se proteger
Para reduzir o risco, especialistas e o DCCA sugerem medidas práticas: pesquisar a corretora em registros oficiais antes de qualquer aporte; desconfiar de promessas de ganho garantido e de pressão por decisões rápidas; manter senhas e dados bancários sempre confidenciais; e evitar transferências por meios irreversíveis sem verificar a contraparte. Consulte avaliações independentes, procure registros em órgãos reguladores e prefira plataformas com histórico comprovado. Também é recomendável denunciar anúncios suspeitos nas próprias redes sociais para ajudar a limitar a propagação dos golpes.
O que fazer se for vítima
Se identificar que foi alvo de um esquema, interrompa imediatamente qualquer comunicação com os golpistas e reúna evidências: fotos, mensagens, posts e comprovantes de transferência. Contate a plataforma em que o golpe começou, seu banco ou serviço de câmbio e registre a ocorrência junto às autoridades locais. O DCCA e outras entidades podem orientar sobre denúncias e procedimentos, mas é importante evitar intermediários que prometam recuperar o dinheiro mediante pagamento — esses também podem ser fraudes. Buscar assistência jurídica e técnica aumenta as chances de ação efetiva.
O alerta do Havaí reforça uma lição simples: a popularidade das criptomoedas atrai tanto oportunidades legítimas quanto riscos significativos. Manter vigilância, checar fontes e desconfiar de promessas fáceis são práticas essenciais para proteger economias pessoais. Em um cenário de novidades tecnológicas, a combinação de informação e prudência é a melhor defesa contra golpes sofisticados.
