Um acidente na piscina da academia C4 Gym, no Parque São Lucas (Zona Leste de São Paulo), no fim de semana de 07/02/, terminou em tragédia: pelo menos uma pessoa morreu e várias foram hospitalizadas. Autoridades municipais e a Polícia Civil seguem investigando o caso.
O que aconteceu Testemunhas e imagens de segurança obtidas pela investigação mostram que, enquanto alunos ainda estavam na água, um funcionário misturou manualmente produtos químicos na área da piscina. A reação produziu uma fumaça densa que se espalhou pelo ambiente fechado e foi inalada por frequentadores — entre eles a vítima fatal.
O provável agente do problema é a liberação de gases tóxicos provocada pela combinação inadequada das substâncias. As vítimas relataram sintomas respiratórios e gastrointestinais compatíveis com essa hipótese; laudos periciais e a necrópsia devem detalhar exatamente quais compostos foram liberados e a sequência de eventos que levou ao óbito.
Vítimas e quadro clínico A vítima fatal foi identificada como Juliana Faustino, 27 anos. O marido dela foi internado em estado grave, chegou a ficar entubado e recebeu alta após oito dias de hospitalização. Entre os demais afetados estão um adolescente de 14 anos que segue em estado grave na UTI e adultos com náuseas, vômitos e diarreia; outros pacientes permanecem em observação em leitos comuns.
O que a investigação já apurou A Polícia Civil ouviu funcionários e frequentadores. Um trabalhador, Severino Silva, 43 anos, admitiu não ter qualificação técnica para manusear os produtos usados na manutenção da piscina. Segundo seu relato, orientações sobre proporções e procedimentos eram enviadas pelos sócios por mensagens, à distância.
Investigadores agora cruzam essas comunicações com imagens das câmeras e evidências coletadas no local para apurar responsabilidades criminais e administrativas.
Irregularidades administrativas e medidas A Subprefeitura da Vila Prudente informou que o alvará de funcionamento estava em nome do antigo proprietário e não vinculado ao CNPJ atual. Em razão das irregularidades relacionadas à segurança, a prefeitura abriu processo para cassação da licença e determinou a interdição preventiva do estabelecimento.
A direção da academia afirma ter AVCB do Corpo de Bombeiros e registro no CREF, mas a falta de alvará atualizado e práticas inadequadas de manutenção permanecem no centro das apurações.
Reclamações anteriores e itens técnicos Ex-alunos relataram episódios anteriores de desconforto: cheiro forte de produtos, tosse e irritação após as aulas, além de desbotamento de trajes de banho. A academia informou aos familiares que o sistema de tratamento usava ozônio e cloro; admitiu ainda ter enfrentado problemas pontuais no equipamento de ozônio, que teriam sido consertados posteriormente.
Próximos passos Perícias laboratorias e a necrópsia devem esclarecer a composição das substâncias liberadas e confirmar a causa imediata do óbito. A Polícia Civil seguirá ouvindo envolvidos e analisando provas para definir eventuais responsabilizações. Do ponto de vista administrativo, a prefeitura prossegue com o processo de cassação do alvará e com a investigação das falhas de segurança.
O que aconteceu Testemunhas e imagens de segurança obtidas pela investigação mostram que, enquanto alunos ainda estavam na água, um funcionário misturou manualmente produtos químicos na área da piscina. A reação produziu uma fumaça densa que se espalhou pelo ambiente fechado e foi inalada por frequentadores — entre eles a vítima fatal.0
