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A importância do voto distrital segundo Gilberto Kassab

Recentemente, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, trouxe à tona uma discussão vital sobre o sistema eleitoral brasileiro. Em entrevista ao Canal Livre, ele afirmou que seu partido não abrirá mão da proposta de implementação do voto distrital, um modelo que promete trazer maior legitimidade e responsabilidade aos representantes eleitos.

Kassab enfatizou que o sistema atual, baseado no voto proporcional, tem se mostrado ineficaz, uma vez que muitos cidadãos não conseguem se lembrar dos seus representantes. Ele acredita que a mudança para o sistema distrital, onde os eleitores escolhem candidatos de distritos específicos, pode reverter essa situação e fortalecer a fiscalização dos eleitos.

A proposta de mudança no sistema eleitoral

Segundo Kassab, a ideia de transitar do sistema proporcional para o distrital já avançou consideravelmente nos últimos anos. Ele mencionou que nos próximos dois meses, o presidente da Câmara, Hugo Motta, deve formar uma comissão dedicada a discutir e encaminhar essa proposta. O líder do PSD acredita que a votação do projeto não será um desafio, já que sua implementação está prevista apenas para 2030, o que significa que não afetará as próximas eleições.

Os benefícios do voto distrital

O voto distrital traz consigo uma série de vantagens que, segundo Kassab, são fundamentais para melhorar a relação entre eleitores e representantes. “As pessoas nem lembram quem votaram. A falta de legitimidade é um dos grandes problemas do Brasil”, disse ele, ressaltando que o sistema atual falha em criar um vínculo duradouro entre o eleitor e seu parlamentar. Com o novo modelo, a expectativa é que o candidato mais votado em cada área seja mais conhecido e, consequentemente, mais responsabilizado por suas ações.

Além disso, Kassab argumenta que a mudança contribuiria para uma maior transparência nas ações dos parlamentares e para um controle mais efetivo da atuação deles. Ele defende que, ao ter um representante diretamente ligado a uma região específica, a fiscalização por parte da população se tornaria mais eficaz.

Críticas às práticas atuais

Em sua fala, Kassab não se limitou a discutir o voto distrital; ele também criticou fortemente o sistema de emendas parlamentares. Ele descreveu a atual distribuição de R$ 70 bilhões em emendas como uma “excrescência”, argumentando que o valor poderia ser melhor utilizado em projetos estruturais, como a construção de linhas de metrô em São Paulo. Kassab acredita que se as emendas forem mantidas, elas devem ser geridas com transparência e vinculadas a programas governamentais claros.

O presidente do PSD também enfatizou a necessidade de melhorar a qualidade das nomeações para as agências reguladoras. Segundo ele, essas instituições estão frequentemente nas mãos de interesses políticos, o que compromete a qualidade das concessões e serviços prestados à população. Ele defendeu que é crucial elevar o padrão de exigência para os indicados, garantindo que pessoas competentes e comprometidas assumam esses papéis.

Expectativas para o futuro

Olhar para o futuro é um aspecto central na agenda de Kassab. Ele mencionou suas expectativas em relação à eleição de, com a meta de que o PSD consiga eleger entre 85 e 90 deputados federais, além de seis a nove senadores. Essa meta ambiciosa reflete a confiança do partido em sua capacidade de se posicionar bem no cenário político.

Ademais, Kassab não descartou a possibilidade de integrar a chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em sua reeleição. Ele afirmou que está aberto a convites e que a decisão cabe ao governador. O presidente do PSD, que atualmente ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais, reafirmou que a política é um campo que ele aprecia, deixando em aberto sua disposição para futuras disputas eleitorais.

No cenário político atual, a posição do PSD e as propostas defendidas por Kassab, especialmente em relação ao voto distrital, poderão ser determinantes não apenas para o futuro do partido, mas para a própria evolução da democracia brasileira.