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12 outubro 2026

Outubro cripto: recomendações de Bitcoin, Ethereum e oportunidades de receita

Outubro pode ser o mês mais promissor para cripto; veja as estratégias recomendadas e o que observar.

Outubro cripto: recomendações de Bitcoin, Ethereum e oportunidades de receita

O início de outubro traz um verdadeiro cabo de guerra entre otimismo e cautela no universo das criptomoedas. Analistas de diferentes casas de pesquisa concentram suas recomendações em ativos capazes de gerar receita recorrente e em Bitcoin o tradicional ouro digital. Ao mesmo tempo, o cenário macroeconômico americano, especialmente as expectativas sobre a taxa de juros, exerce pressão sobre projetos de menor capitalização.

Por que outubro é chamado de “Uptober”?

O termo Uptober surgiu da constatação de que, historicamente, o mês de outubro costuma fechar com ganhos positivos para o bitcoin. Dados compilados por especialistas mostram que a mediana de desempenho da maior moeda digital é a melhor entre os doze meses do ano. Em 2026, o bitcoin encerrou setembro com alta de 6,41% e, até o momento, 85 das 100 maiores criptomoedas superaram esse índice, indicando que o impulso do ativo-principal está sendo distribuído entre os demais participantes do mercado.

Risco macro: juros dos Estados Unidos

O principal fator de incerteza decorre da política monetária dos EUA. O Federal Reserve elevou, em setembro, a taxa básica em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-a entre 3,75% e 4,00% ao ano. Embora a expectativa de novo aumento na reunião de fim de outubro tenha sido alta, a probabilidade de manutenção dos juros subiu para 80%. Essa decisão tende a favorecer a tomada de risco permitindo que ativos voláteis, como as criptomoedas, recuperem parte do apetite anteriormente drenado por juros mais altos.

Bitcoin: base segura para a exposição ao setor

Para o investidor que pretende manter exposição ao ecossistema cripto o bitcoin continua sendo a âncora recomendada. Fluxos institucionais, a disponibilidade de ETFs à vista e a escassez intrínseca do ativo reforçam sua posição de liderança. Além disso, o efeito do “Uptober” sugere que o mês poderá registrar novo salto, potencialmente puxando o restante do mercado para cima. Portanto, alocar a maior parte do capital em BTC ainda é a estratégia mais prudente.

Altcoins com potencial de receita e crescimento

Entre os projetos que se destacam, Ethereum segue firme graças à atualização “Glamsterdam”, que promete melhorar a eficiência da rede e ampliar sua capacidade para DeFi, stablecoins e tokenização. Uniswap (UNI) apresenta mecanismo de captura de receita e aguarda o lançamento de futuros na CME, o que pode atrair investidores tradicionais. Ondo (ONDO) foca na tokenização de ativos do mundo real (RWAs), conectando finanças tradicionais à blockchain. Outros nomes relevantes incluem Sui (SUI), que prepara o Basecamp 2026Aave (AAVE) com seu programa de recompra de tokens e expansão de empréstimos DeFi, Pendle (PENDLE) que explora rendimentos tokenizados, e Aerodrome (AERO) que integra as cadeias Base e Optimism com novo modelo de distribuição de receitas.

A combinação de receita recorrente nos protocolos e a tradição do “Uptober” pode criar um ambiente favorável para quem souber balancear risco e potencial de retorno.