A OranjeBTC, a Companhia Bitcoin do Brasil está revolucionando o mercado de investimentos com o lançamento do Digital Yield ETF (DIGY11). Este é o primeiro ETF listado na B3 dedicado a ações preferenciais internacionais emitidas por companhias do ecossistema Bitcoin. O lançamento está previsto para o início de setembro de 2026.
O DIGY11 é uma iniciativa desenvolvida em parceria com a 3R Investimentos e a MarketVector com gestão da carteira pela 3R Investimentos, índice de referência fornecido pela MarketVector e administração fiduciária do Banco Daycoval. A carteira inicial será composta por ações preferenciais emitidas pela Strategy por meio do STRC e pela Strive por meio do SATA.
Renda mensal e acesso à economia digital global
O DIGY11 será negociado em reais na B3, com liquidez diária e proteção cambial. Os rendimentos recebidos dos ativos internacionais da carteira serão convertidos e distribuídos mensalmente em reais aos cotistas, observadas as despesas e demais condições do fundo.
Nas condições atuais de mercado, o fundo estima distribuições anuais equivalentes ao CDI acrescido de aproximadamente 3% a 5% sem considerar a variação do valor das cotas. A estimativa não representa garantia de rentabilidade.
Inicialmente, a carteira será composta por ações preferenciais emitidas pela Strategy e pela Strive, com o STRC representando a maior parcela da composição inicial. Esses instrumentos foram estruturados para realizar distribuições recorrentes em dólar e são emitidos por companhias que mantêm Bitcoin como parcela relevante de seus balanços.
Metodologia e proteção cambial
O ETF acompanhará o MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index cuja metodologia foi desenvolvida pela OranjeBTC em parceria com a MarketVector. O índice seleciona, com base em critérios objetivos, ações preferenciais emitidas por companhias abertas do ecossistema Bitcoin, com foco em instrumentos listados, de longo prazo ou sem vencimento, e estruturados para realizar distribuições recorrentes em dólar.
A metodologia considera fatores como liquidez, participação do Bitcoin no balanço, tamanho das reservas corporativas, nível de alavancagem e histórico de pagamento das distribuições. Emissores que ultrapassam os limites de alavancagem definidos deixam de ser elegíveis, reforçando o foco em estruturas patrimoniais mais resilientes.
O DIGY11 também incorpora proteção cambial, buscando reduzir o impacto das oscilações entre o dólar e o real sobre o desempenho do fundo.
Alta cobertura patrimonial e inovação no mercado
Um dos principais fundamentos da estratégia é a força patrimonial dos emissores cujas ações preferenciais integram o índice. Considerando as obrigações anuais de distribuição e descontadas as obrigações com prioridade sobre esses instrumentos, as reservas combinadas de Strategy e Strive equivalem a aproximadamente US$ 2,80 em caixa e US$ 28 em Bitcoin para cada US$ 1 distribuído anualmente pelas duas companhias.
Em outras palavras, o caixa disponível, isoladamente, equivale a cerca de dois anos e meio de distribuições. Incluindo as reservas em Bitcoin, a cobertura patrimonial total corresponde a aproximadamente 30 anos de distribuições, aos preços atuais.
Essa cobertura patrimonial não representa garantia de pagamento ou de rentabilidade. Os ativos permanecem nos balanços dos emissores, não são segregados em benefício do fundo ou de seus cotistas, e a parcela da cobertura em Bitcoin varia de acordo com o preço do ativo. O DIGY11 é um ETF de renda variável, não conta com garantia do FGC e está sujeito aos riscos de mercado, crédito, liquidez e às políticas de distribuição dos emissores.
O lançamento do DIGY11 marca a entrada da OranjeBTC no desenvolvimento de produtos financeiros voltados à economia digital e amplia sua atuação para além da gestão de sua própria tesouraria.



