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11 julho 2026

Conflito no Estreito de Ormuz: EUA atacam Irã após ataque a navio comercial

Os EUA iniciaram uma nova rodada de ataques contra o Irã após um ataque da Guarda Revolucionária a um navio comercial no Estreito de Ormuz.

Conflito no Estreito de Ormuz: EUA atacam Irã após ataque a navio comercial

No sábado, 11 de julho de 2026, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou o início de uma nova série de ataques contra o Irã. Essa ação foi uma resposta direta a um ataque da Guarda Revolucionária Iraniana contra um navio comercial que navegava pelo Estreito de Ormuz. Este é o terceiro confronto entre as duas nações nesta semana.

Os bombardeios americanos começaram às 19h15 (horário da costa leste dos EUA) e às 20h15 (horário de Brasília). O alvo do ataque iraniano foi o GFS Galaxy um navio porta-contêineres com bandeira do Chipre. O incidente resultou em um tripulante desaparecido e danos significativos à embarcação, tornando-a incapaz de continuar sua viagem devido a um incêndio e danos na casa de máquinas.

Resposta dos Estados Unidos e fechamento do Estreito de Ormuz

Em comunicado, o Centcom afirmou que os Estados Unidos estão impondo um custo elevado ao Irã para reduzir sua capacidade de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam pelo estreito. O ataque americano ocorreu após a Guarda Revolucionária Iraniana anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, alegando ter atingido outra embarcação que navegava por uma rota não autorizada com os sistemas de rastreamento desligados.

A agência iraniana Fars informou que o navio foi atingido por um míssil de cruzeiro após ignorar ordens para recuar. No entanto, não houve confirmação independente. O Irã não divulgou a identificação da embarcação, a bandeira, o tipo de carga ou a situação da tripulação. Segundo a Guarda Revolucionária, o estreito permanecerá fechado até novo aviso devido à interferência americana na região.

Diplomacia e negociações

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, esteve em Mascate no mesmo sábado para discutir mecanismos de segurança para a navegação com autoridades de Omã. Omã propôs duas rotas alternativas pelo estreito, mas o Irã rejeitou a proposta, insistindo que o controle das rotas permaneça sob sua autoridade. Omã afirmou que os dois países concordaram em continuar conversas técnicas e políticas.

O Irã também acusa Washington de ter violado o acordo provisório ao revogar as isenções que permitiam a Teerã vender petróleo bruto no mercado internacional em dólares. Só pode haver cooperação mútua escreveu Araghchi no X. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou encerrado o cessar-fogo, mas afirmou que os EUA continuarão negociando.

Impacto dos ataques e escalada de hostilidades

Os ataques dos EUA contra cerca de 90 alvos militares do Irã resultaram em 14 mortos e 78 feridos, segundo o Ministério da Saúde iraniano. Os ataques visavam reduzir a capacidade iraniana de atacar navios no estreito de Ormuz, atingindo sistemas de defesa aérea, locais de armazenamento de mísseis e drones, entre outros.

Em resposta, o Irã retaliou, atacando instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait. A escalada das hostilidades elevou os preços do petróleo e gerou condenações mútuas, com ambos os lados acusando o outro de violar o cessar-fogo. O Centcom afirmou que as forças dos EUA permanecem vigilantes, letais e preparadas para executar operações determinadas pelo comandante-em-chefe.

O presidente Trump ameaçou atacar o Irã, afirmando que o acordo inicial de cessar-fogo havia acabado embora não tenha deixado claro se Washington retornaria a uma guerra total com o Irã. Ele reiterou seu objetivo de guerra de que Teerã jamais poderá ter uma arma nuclear, mas sugeriu que esse objetivo talvez precise ser alcançado sem um acordo.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, após os EUA lançarem uma onda de ataques militares contra o Irã em resposta aos ataques a petroleiros no estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária informou ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra importantes instalações militares dos EUA em Bandar Salman, no Quinto Distrito Naval do Barein, e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait.

O alto comando militar conjunto do Irã condenou os ataques dos EUA como um ato flagrante de agressão e ameaçou com uma resposta esmagadora. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que os novos ataques dos EUA ao Irã foram absolutamente necessários para responder à violação do cessar-fogo pelo Irã.

Mediadores como o Paquistão e o Catar estão trabalhando para levar os EUA e o Irã de volta à mesa de negociações. Omã também ajudou a facilitar rodadas anteriores de conversas diplomáticas. A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os ataques dos EUA e a intervenção para redirecionar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz prejudicam a reabertura gradual da via estratégica.