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4 julho 2026

Impacto da PEC da 6×1: 46% das empresas brasileiras podem alterar planos de investimento

Pesquisa da CNI revela que 46% das empresas brasileiras podem rever seus investimentos caso a PEC da 6x1 seja aprovada, impactando custos e competitividade

Impacto da PEC da 6x1: 46% das empresas brasileiras podem alterar planos de investimento

No cenário econômico atual, uma proposta legislativa tem chamado a atenção de empresários e investidores: a PEC da 6×1. A discussão sobre a redução da jornada de trabalho e a possível proibição da escala 6×1 tem gerado preocupações significativas no setor produtivo. Uma pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 46% das empresas brasileiras podem rever seus planos de investimento caso a proposta seja aprovada.

O estudo, divulgado em julho de 2026, ouviu empresas de diversos portes e setores, destacando os possíveis impactos econômicos e operacionais da proposta. A redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, é vista como um desafio significativo. A pesquisa indica que 97% das indústrias seriam afetadas por essa mudança, com 73% dos empresários se posicionando contra a redução sem ajuste salarial.

Impactos econômicos e operacionais

Os principais temores das empresas estão relacionados ao aumento dos custos operacionais. Segundo a pesquisa, 85% das empresas esperam um aumento nos custos com empregados, enquanto 82% projetam uma elevação nos custos com fornecedores. Além disso, 70% das empresas veem risco de perda de competitividade, e 68% estimam uma queda no volume de produção.

As pequenas empresas são as mais sensíveis a essas mudanças, devido à maior propensão a abandonar projetos de expansão ou investimentos em razão do aumento de custos. A pesquisa também revela que 85% das indústrias avaliam que o efeito sobre a folha de pagamentos seria alto ou médio, enquanto 81% enxergam risco alto ou médio de queda na produção.

Medidas de adaptação

Diante dos possíveis impactos, as empresas estão considerando diversas medidas de adaptação. A principal alternativa apontada é o repasses de custos aos consumidores citado por 51% dos entrevistados. Em seguida, aparecem investimentos em automação mencionados por 41% e a redução de reajustes salariais ou promoções, indicada por 34%.

As grandes indústrias mostram maior disposição para investir em automação, com 49% afirmando que adotariam essa medida para compensar a redução das horas trabalhadas. Entre as pequenas empresas, esse percentual cai para 29%. A possibilidade de reduzir o quadro de funcionários foi apontada por 17% das pequenas empresas ante 10% das grandes.

Debate no Congresso

A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem ganhado força nos últimos meses e segue entre os temas de maior repercussão no mercado de trabalho em 2026. A proposta busca reduzir a jornada semanal e alterar a dinâmica de trabalho em setores que tradicionalmente operam com escalas mais extensas, como comércio, indústria, serviços e varejo.

Enquanto entidades empresariais defendem cautela e transição estruturada, setores sindicais argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e impulsionar ganhos de produtividade no longo prazo. Para empresas, departamentos de Recursos Humanos e escritórios contábeis, o avanço da PEC exige monitoramento constante, já que eventuais mudanças podem afetar diretamente custos trabalhistas, escalas operacionais e planejamento financeiro para os próximos anos.