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23 junho 2026

Governo federal destina R$ 140 bilhões para fortalecer setores estratégicos da indústria brasileira

O governo federal anunciou um investimento de R$ 140 bilhões para impulsionar a indústria nacional, com foco em setores estratégicos e sustentabilidade.

Governo federal destina R$ 140 bilhões para fortalecer setores estratégicos da indústria brasileira

Em uma cerimônia marcante no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um investimento de R$ 140 bilhões para fortalecer a indústria nacional. O evento, que celebrou os 74 anos do BNDES destacou a importância da inovação e da transição ecológica para o desenvolvimento sustentável do país.

O novo aporte faz parte da Nova Indústria Brasil uma política industrial lançada pelo governo federal para impulsionar setores estratégicos da economia. Dos recursos anunciados, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES e R$ 37,5 bilhões pela Finep. Com esses investimentos, a Nova Indústria Brasil ultrapassará R$ 750 bilhões em valores disponíveis para investimentos entre 2026 e 2026.

Setores estratégicos em foco

A Nova Indústria Brasil contempla áreas consideradas centrais para o desenvolvimento produtivo e tecnológico do país. Entre os segmentos previstos estão fertilizantesmáquinas agrícolasinsumos farmacêuticos ativosbiofármacosterapias avançadasmobilidade sustentávelinteligência artificialaudiovisualminerais críticos e tecnologias duais.

O governo destaca que os investimentos têm como objetivo reforçar a soberania produtiva nacional estimular a inovação e ampliar a competitividade da indústria brasileira. A estratégia também busca reduzir gargalos em cadeias produtivas relevantes e apoiar setores com potencial de impacto econômico, tecnológico e ambiental.

Iniciativas de restauração florestal e créditos de carbono

Durante a cerimônia, também foram anunciados os resultados do primeiro leilão do ProFloresta+ uma iniciativa conjunta do BNDES e da Petrobras para a compra de créditos de carbono de alta integridade. Três empresas foram selecionadas para fornecer cinco milhões de créditos de carbono vinculados a projetos de restauração com espécies nativas no bioma amazônico.

A iniciativa deve mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos apenas em plantio. O ProFloresta+ também prevê a geração de 6.300 empregos verdes o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e a captura de 5 milhões de toneladas de carbono. Essa ação integra a agenda de transição ecológica e desenvolvimento sustentável anunciada durante a comemoração dos 74 anos do BNDES.

Parceria em minerais críticos e financiamento para bicicletas elétricas

Na área de minerais críticos e estratégicos, o BNDES e a Petrobras formalizaram uma parceria voltada à construção de iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O foco será em cadeias ligadas à transição energética e aos setores de óleo e gás.

A cooperação permitirá a troca de informações e a realização de análises sobre lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica. Também serão avaliados projetos em execução, iniciativas em desenvolvimento e novas ações que possam contribuir para o avanço das cadeias associadas à transição energética e ao setor de óleo e gás.

Além disso, foi anunciado um financiamento de R$ 340 milhões do BNDES para a Tembici. Os recursos serão usados para a compra de até 85 mil bicicletas elétricas que serão alugadas a entregadores de plataformas digitais. O projeto prevê a aquisição de 42.500 bicicletas elétricas até o fim de 2027 e outras 42.500 unidades destinadas à reposição da frota até 2031.

As bicicletas elétricas terão custo 25% menor que o valor atual para os trabalhadores, ampliando o acesso à micromobilidade elétrica e reduzindo custos operacionais. A iniciativa também busca impulsionar a cadeia produtiva nacional, já que as bicicletas serão fabricadas no Brasil.

Os anúncios realizados no aniversário de 74 anos do BNDES reúnem iniciativas em diferentes frentes da política econômica e ambiental do governo. O pacote combina crédito para a indústria, instrumentos de inovação, restauração florestal, minerais críticos e alternativas de transporte sustentável.

Com o novo aporte para a Nova Indústria Brasil, o governo amplia a disponibilidade de recursos para projetos produtivos até dezembro de 2026. A agenda anunciada no Rio de Janeiro busca associar desenvolvimento industrial, competitividade, transição energética e geração de empregos em setores estratégicos para a economia brasileira.