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22 junho 2026

Presidente Lula lança projetos de urbanização e desenvolvimento industrial no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou investimentos bilionários em urbanização e desenvolvimento industrial durante eventos no Rio de Janeiro.

Presidente Lula lança projetos de urbanização e desenvolvimento industrial no Rio

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, marcou presença em dois eventos significativos no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026. O primeiro, em Guaratiba, focou em investimentos em periferias e o início das obras do PAC Jardim Maravilha enquanto o segundo, em comemoração aos 74 anos do BNDES, anunciou medidas para fortalecer a indústria nacional e promover o desenvolvimento sustentável.

Transformação urbana nas periferias do Rio de Janeiro

Em Guaratiba, Lula participou da cerimônia de anúncio de investimentos para favelas e comunidades urbanas do Rio de Janeiro. O ministro das Cidades, Vladimir Lima, assinou contratos e autorizou o início de obras de urbanização e saneamento por meio do Novo PAC Periferia Viva.

Entre os projetos destacados estão a Autorização do Início da Obra para a fase 1 do Complexo da Maré, o Contrato da Operação de Urbanização para o Complexo do Alemão e o Contrato de financiamento para a urbanização do Complexo da Rocinha. Além disso, as obras do PAC Jardim Maravilha foram iniciadas, com investimentos em diques, reservatórios de água, drenagem e pavimentação beneficiando cerca de 30 mil moradores e melhorando a proteção contra enchentes.

Impulsionando a indústria nacional com R$ 140 bilhões

Durante a cerimônia de comemoração aos 74 anos do BNDES, Lula anunciou a alocação de R$ 140 bilhões para a Nova Indústria Brasil (NIB) uma política industrial lançada para impulsionar setores estratégicos da economia até dezembro de 2026. Dessas, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES e R$ 37,5 bilhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Os recursos serão direcionados para segmentos como fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos, biofármacos, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais. O objetivo é fortalecer a soberania produtiva nacional ampliar a inovação e aumentar a competitividade da indústria brasileira.

Iniciativas complementares

O evento também marcou o lançamento do portal Investe Indústria Brasil desenvolvido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A plataforma funcionará como um mapa da política industrial, identificando intenções de investimento e gargalos setoriais.

Além disso, foram anunciados os resultados do primeiro leilão do ProFloresta+ iniciativa conjunta do BNDES e da Petrobras voltada à compra de créditos de carbono de alta integridade gerados a partir da restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia. Três empresas foram selecionadas para fornecer cinco milhões de créditos de carbono, mobilizando cerca de R$ 450 milhões em investimentos e gerando 6,3 mil empregos verdes.

Parcerias estratégicas

Durante a cerimônia, BNDES e Petrobras formalizaram uma parceria para a construção de iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) relacionadas a minerais críticos e estratégicos vinculados às cadeias da transição energética e de óleo e gás. A parceria visa trocar informações e realizar análises das principais lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica.

Outra iniciativa anunciada foi a aprovação de financiamento de R$ 340 milhões do BNDES para a Tembici adquirir até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes) que serão alugadas a entregadores de plataforma digitais com custo 25% menor do que o atual. O projeto prevê a aquisição de 42,5 mil bicicletas elétricas até o final de 2027, além de outras 42,5 mil unidades destinadas à reposição da frota até 2031.

Com recursos do Fundo Clima e em parceria com o iFood, o projeto pretende ampliar o acesso à micromobilidade elétrica aumentar a produtividade e a rentabilidade dos entregadores e reduzir custos operacionais. A iniciativa prevê evitar a emissão de 107,2 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente até 2032 e impulsionar a cadeia produtiva nacional, com a fabricação das bicicletas no Brasil.