A Polícia Federal iniciou, nesta quarta-feira (10.jun.2026), a Operação Take Over em Paulista, Pernambuco. O objetivo é investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos do fundo previdenciário de funcionários públicos do município. As suspeitas envolvem investimentos de alto risco que teriam sido realizados em desacordo com as normas legais e procedimentos de governança exigidos.
De acordo com as investigações, cerca de R$ 3 milhões foram direcionados para aplicações consideradas de maior risco. A operação inclui o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Paulista, Recife e Rio de Janeiro. A Polícia Federal busca esclarecer se houve gestão temerária ou fraudulenta na condução dos recursos do instituto previdenciário.
Vínculo com o escândalo do Banco Master
A Operação Take Over está relacionada ao escândalo do Banco Masterque foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central. O fundador da instituição, Daniel Vorcaroestá preso desde 4 de março de 2026. As investigações da Polícia Federal buscam apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro, além do recebimento de vantagens indevidas pelos gestores do fundo.
A investigação faz parte da Operação Compliance Zeroque já teve oito fases desde novembro de 2026. A primeira fase prendeu provisoriamente os principais executivos ligados ao Banco Master. Em janeiro de 2026, a segunda fase resultou na apreensão de carros, relógios e dinheiro, com valores bloqueados ou sequestrados superiores a R$ 5,7 bilhões.
Desdobramentos e fases da Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero tem avançado em várias frentes. Em abril de 2026, a quarta fase prendeu Paulo Henrique Costaex-presidente do BRB, investigado por suspeita de permitir operações sem lastro com o Master. Em maio, a quinta fase teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI)com o bloqueio de R$ 18,85 milhões. A sexta fase resultou na prisão do pai de Vorcaro, que articulava um grupo de intimidação e espionagem.
As investigações também apontam para possíveis ligações do Banco Master com o setor de combustíveis. Um repasse de R$ 102 milhões feito pelo Master entre 2026 e 2026 pode conectar a instituição financeira a uma empresa investigada por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa no Rio de Janeiro. A empresa Metanoein Participações e Consultoria Ltda, sócia-administradora Rose Evelyn Machado Coité, é apontada como dona de uma rede de postos de gasolina operada por meio de laranjas.
Investigações em andamento
A Polícia Federal continua a investigar as possíveis irregularidades no fundo previdenciário de Paulista, bem como as conexões com o Banco Master e outros setores. As apurações buscam esclarecer se houve gestão temerária ou fraudulenta, além de apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro. As investigações estão em andamento, e novas informações devem surgir nos próximos meses.



